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Quedas são a maior causa de fraturas em crianças

Juliana Prestes Mancuso 15/05/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
Quedas são a maior causa de fraturas em crianças
Fonte: imagem Pixabay
Locais mais comuns de ocorrer lesões: mão, punho, antebraço, cotovelo e fêmur

por Juliana Mancuso

Se existe uma certeza nessa vida, é a de que a criança vai cair na sua primeira infância, e as quedas são a maior causa de fraturas em crianças sendo que o acidente pode acontecer com um tombo, quando estão aprendendo a andar, ou a partir dos 2 anos, devido a traumas por prática de esportes e brincadeiras, como correr e subir em árvores.

Supervisão é o mais importante, pais ou responsáveis alertas sempre ajudam a prevenir acidentes, mas não os garante em quanto prevenção. Em casa, retire os tapetes derrapantes e não deixe a criança andar de meias ou com sapatos de borracha muito aderente, cujo atrito com o chão favorece quedas, mas não limite o desenvolvimento impedindo que a criança faça suas descobertas.

É importante a criança saber os riscos dos seus atos, ainda que não os compreenda muito bem. As fraturas em crianças ocorrem, mas nem sempre são fácies de detectar, os principais sintomas são dor intensa, dificuldade de se mexer, inchaço e manchas roxas. Em alguns casos, dá para perceber uma deformidade no local, como um desvio no osso que antes era reto. Até os 3 anos, a criança tem dificuldade de expressar a dor, então observe se ela está irritada ou evita movimentar o membro. Até os 8 anos, acontecem muitas fraturas “em galho verde”.  Fratura em galho verde é aquela que ocorre em um osso jovem e suave que dobra e parcialmente quebra. O nome é uma analogia com um galho verde de madeira que similarmente quebra quando a parte de fora é dobrada. Isso significa que os ossos da criança não se quebram por completo, porque são mais flexíveis e resistentes do que os do adulto, mas requer a mesma atenção e imobilização para não crescer com deformidade.

Em alguns casos a fisioterapia é necessária para minimizar o trauma da criança que tenderá a não movimentar mais o membro que antes não doía. Em casa os pais ou responsáveis devem estimular os movimentos sempre sob orientação, pois quanto menor for a criança, menos ela conseguirá informar com precisão o que está sentindo.

Em casos de fraturas, o mais comum é imobilizá-lo com tala ou gesso, mas, se houver um desvio dos fragmentos, pode ser necessário colocar o osso no lugar com a intervenção médica não invasiva (sem necessidade de cirurgia). No caso do gesso, o tempo de imobilização varia muito, de semanas a meses de acordo com a gravidade. As lesões mais comuns são nos membros superiores como mão, punho, antebraço e cotovelo e no membro inferior o mais comum é a fratura de fêmur - causa dor e impossibilidade de andar.

A fisioterapia é parte fundamental para que a criança se desenvolva sem sequelas futuras ou que essas sejam as menores possíveis.




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    lesões, fraturas, quedas, crianças, fisioterapia

Juliana Prestes Mancuso

É formada pela Universidade Anhembi Morumbi, especializada em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica pelo Instituto Cohen de Ortopedia e Medicina Esportiva, Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida, Fisioterapia do Sistema Musculoesquelética pela Universidade São Marcos e em acupuntura e medicina chinesa pelo Centro Científico Cultural Brasileiro de Fisioterapia. É responsável pelo site e grupo de discussão Fisioterapeutas Plugadas.



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