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Quando a amizade vira obsessão; saiba lidar

Eduardo Yabusaki 18/05/2017 COMPORTAMENTO
Quando a amizade vira obsessão; saiba lidar
Fonte: imagem Pixabay
Diferentes circunstâncias podem conduzir a essa forma de se relacionar

por Eduardo Yabusaki

É importante que tenhamos amigos e que valorizemos cada vínculo de amizade, afinal, são relacionamentos que se estabelecem por afinidade, identificação, afetividade e que são escolhidos pelas partes.

Entretanto, essas relações, por vezes, podem extrapolar a condição de troca e convivência saudável, manifestando-se de forma exagerada, ou mesmo obsessiva, por uma das partes. Nessas condições deixa de ser uma situação equilibrada e se torna um transtorno.

Diferentes circunstâncias podem conduzir a essa forma de se relacionar: a parte obsessiva pode estar vivendo um momento difícil em sua vida e necessitando de uma atenção especial por carências afetivas ou fragilidade emocional que esteja enfrentando temporariamente.

Outra situação é de que a pessoa acabe se envolvendo afetivamente de forma excessiva, perdendo o controle. Ela espera que o envolvimento do outro seja tão intenso quanto o dela, o que pode não acontecer, seja por expectativas diferentes sobre amizade ou por indisponibilidade de dedicação.

Quem não constrói laços de amizade com regularidade, ao arrumar um amigo, pode se dedicar de forma exclusiva, desgastando a relação, pois se torna intenso; e se o envolvimento da outra parte não for recíproco, certamente haverá conflitos.

Pode acontecer situações em que a obsessão acabe sendo fruto da confusão de sentimentos em que os vínculos de amizade são confundidos com um envolvimento maior ou mesmo com um romance, e que se for platônico, pode alimentar ainda mais a obsessão, podendo atingir níveis patológicos (doentio).

Cuidados para manter uma amizade saudável
 

1. Para mantermos os vínculos de amizade, eles precisam ser estimulados e nutridos, para tanto, temos que dispor de nosso tempo e sentimentos. Se não nos dispusermos às amizades, não poderemos reclamar que não temos amigos.

2. Reciprocidade na amizade não é sinônimo de igualdade, mas sim de cuidado e atenção para que ela se mantenha. Ou seja, as partes não precisam se dedicar igualmente, mas deve-se ter zelo e afeto de ambas as partes para que ela se mantenha.

3. Ouvir um não de um amigo não significa uma negativa para a amizade, mas simplesmente uma indisponibilidade de tempo que deve ser tolerada e compreendida pelo amigo.

4. É importante ter claro que, assim como tudo na vida, temos que ter espaço para os amigos em nosso cotidiano, se não reservarmos tempo específico para cultivar as amizades, elas certamente não sobreviverão.

Vínculos obsessivos podem gerar relações desgastantes e turbulentas. Se estiver numa amizade assim e não der conta de ser sufocado pelo outro, não tenha receio em se distanciar de tal relacionamento, até para preservar o vínculo. Seja sempre muito cuidadoso ao falar para a pessoa procurar por ajuda psicoterapêutica. Afinal, a amizade deve ser saudável e prazerosa para ambos, sem provocar incômodos.




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TAGS :

    amigo, obsessivo, redes sociais, amor, platônico

Eduardo Yabusaki

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br



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