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O cérebro é como uma orquestra

Marta Relvas 20/03/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
O cérebro é como uma orquestra
Fonte: imagem Pixabay
Cérebro humano aprende pela associação do lúdico

por Marta Relvas

O cérebro humano é o único órgão do corpo humano relacionado à consciência, cognição, emoção, imaginação, criação, inteligência intencional e o instinto como sobrevivência da espécie humana.

Pode ser comparado a uma orquestra o qual sem os “músicos o maestro não tem função alguma”. Ou seja, o cérebro para ser ativado precisa ser estimulado, desafiado.

É constituído por uma teia de conexões de minúsculas células neurais denominadas de neurônios, em média 86 bilhões quando nascemos. Porém, isso não significa que permaneceremos com essa quantidade até a fase adulta, perdemos neurônios ao longo da vida.

O importante para o cérebro humano e que as informações precisam ser coerentes, contextualizadas e associadas com experiências anteriores que estejam arquivadas nas áreas específicas cerebrais, para que ocorra a assimilação e entendimento de determinados conhecimentos.

Outra base fundamental que dá ao cérebro o suporte da construção de saberes e conhecimento é a informação ser sustentada por meio de uma carga emocional, de preferência positiva, para que se possa sustentar e despertar o interesse do indivíduo, pois aprender está relacionado à subjetividade do querer saber.   

Sem dúvida, o cérebro humano aprende por associação do lúdico, e do concreto para abstração. Importante se pensar que o corpo é uma ferramenta da aprendizagem cognitiva, motora, emocional e social, por esse motivo, explorar esse universo físico, torna-se fundamental para a aquisição da aprendizagem.

Para que ocorra a aprendizagem, o aluno depende de alguns fatores como: interesse, estímulo e principalmente atenção.

Experiências revelaram que situações desafiadoras e ambientes “complexos”, agradáveis e divertidos fornecem capacidade extra de que o cérebro precisa para reconfigurar-se. Essa plasticidade dispara um mecanismo pelo qual o cérebro se remodela, para aprender a sentir-se melhor, ou pode ser induzido a se autorreparar, quando estimulado. (RELVAS, 2009, p. 54

TAGS :

    cérebro, lúdico, aprendizado, neurociência, plasticidade
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Marta Relvas

Professora, Bióloga, Neurobióloga, Psicopedagoga, Pós Graduada em Anatomia Humana, Especialista em Fisiologia Humana, Bioética Aplicada e Didática do Ensino Superior. Pesquisadora na área de Biologia Cognitiva e Aprendizagem. Membro associada da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento. Autora dos Livros: Fundamentos Biológicos da Educação – Desenvolvendo inteligência e afetividade na aprendizagem, editora WAK. 5° edição.

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