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Tecnologia em prol da saúde

Elisandra Vilella G. Sé 13/03/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
Tecnologia em prol da saúde
Fonte: imagem Pixabay
Respeito à privacidade do paciente é essencial

por Elisandra Sé

Tecnologia não é um mero instrumento material, mas uma ferramenta que permite novas formas de organização social.

A tecnologia criada ou construída por determinado grupo ou país determina o estilo de vida daquela sociedade. Dessa forma um país pode ser mais ou menos tecnocrático dependendo do tipo de tecnologia que constrói.

Tecnologia e saúde

A área da saúde está inundada de novas tecnologias para fins terapêuticos; além de organizar uma gama de acervos e informações importantes das pessoas que são pacientes, tais como os prontuários eletrônicos, portais de pacientes, sistemas informatizados de prestadores de serviços etc. São processos tecnológicos que serão bem-vindos. São tecnologias que poderão automatizar as condutas e permitirá economizar tempo com pacientes. Na atualidade já existe a telemedicina que consiste no uso de informações médicas trocadas de um lugar para outro por meio de comunicações eletrônicas para melhorar o estado clínico do paciente.

Outro recurso é a utilização de vídeo e voz de um smarphone para falar com o paciente e o recurso do monitoramento remoto, que significa usar a tecnologia para monitorar remotamente os sinais vitais do paciente.

Os serviços de home care foram os que primeiros instalaram os sistemas de monitoramento remoto. É importante destacar que além da adoção do monitoramento remoto, as instituições de saúde devem lançar mão também do manejo do paciente.

Outra ferramenta que em breve poderá estar à disposição da área da saúde, são os dispositivos que coletam, armazenam e transmitem dados dos pacientes como os monitores digitais de pressão arterial e de níveis glicêmicos e que são transmitidos pela internet para plataformas eletrônicas específicas de acesso médico.

Além desses recursos tecnológicos existem outros, como plataformas inovadoras, que facilitam ao paciente a coleta de suas próprias métricas de sono, saúde e atividade física.

Cada vez mais são desenvolvidos softwares para desenvolver aplicativos para fazer leituras de sinais vitais de maneira precisa.     

As inovações tecnológicas refinadas serão muito úteis e ajudarão a orientar as tomadas de decisões dos profissionais de saúde na prática clínica, alertando-os para os riscos que o paciente apresenta.

Porém, é importante lembrar que as tecnologias nunca substituirão o conhecimento humano, o saber científico, o profissional, a humanização na saúde e na medicina.

Desenvolver inovações tecnológicas facilita o trabalho no âmbito da saúde. Entretanto, a análise da tecnologia em seu sentido ético pode ser articulada por um discurso que analisa o seu processo produtivo diante dos valores construídos sob a ótica do bem ou do mal. Portanto, questiona-se a possibilidade de fins lucrativos, a produção material como fim único, sem garantir o uso ético dos avanços tecnológicos.

Nesse contexto, questionamos: qual estratégia será capaz de regular o desenvolvimento histórico-cultural da humanidade com tantos avanços tecnológicos?




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TAGS :

    tecnologia, saúde, privacidade, paciente, telemedicina

Elisandra Vilella G. Sé

Fonaoudióloga pela Faculdade Tereza D'Ávila de Lorena (FATEA/USC) (1995), Mestre em Gerontologia pela Faculdade de Educação da UNICAMP (2003); Doutorado em Linguística - Área de Neurolinguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP (2011); Especialista em Educação em Saúde para Preceptores do SUS pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês (2013); foi pesquisadora visitante na Associação Alzheiemr Portugal em Lisboa (2013); Coordenadora da ABRAZ - Associação Brasileira de Alzheimer - sub-regional Campinas e Jaguariúna.



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