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O que é amar a si mesma?

Emilce Shrividya Starling 20/12/2016 AUTOCONHECIMENTO
O que é amar a si mesma?
Fonte: imagem Pixabay
Abandone o que lhe traz sofrimento

por Emilce Shrividya

Amar é querer ser feliz. Quando nós nos amamos verdadeiramente, desejamos a nossa própria felicidade. Precisamos, porém, ter a clareza do que é a felicidade para entender o amor a si mesmo.

Como Jesus disse: “Amai ao próximo como a si mesmo”.

Em nossa cultura, a ideia de amar a si mesmo está associada a egoísmo, vaidade, orgulho ou falta de humildade. Porém, precisamos entender que amar a si mesmo é a base para desenvolvermos amor pelas outras pessoas. Não conseguimos desejar felicidade para elas sem antes desejar essa mesma felicidade para nós.  A felicidade que desejamos para alguém é um reflexo do que queremos para nós.

Se desejarmos para nós, amor, saúde, equilíbrio, serenidade e paz, vamos desejar que os outros também se realizem dessa maneira. Mas, se a felicidade para nós é apenas poder, riqueza, prazeres, vamos desejar isso para eles também.

Amar a si mesmo é ter um o discernimento correto do que lhe faz bem e o que lhe faz mal. É ter a determinação e amor-próprio de abandonar hábitos que lhe prejudicam e cultivar o que é benéfico. Isso é amar a si mesmo.

Sem essa clareza e discernimento, teremos dificuldade de entender o amor a si mesmo. Cuidamos de nós mesmos, com respeito e amor, quando assumimos o compromisso de cultivar o que nos faz feliz e abandonar o que gera sofrimento tanto para o corpo, como para a mente e para nossa paz espiritual.

Para ser feliz e ter uma mente saudável e tranquila, é de importância vital abandonar o que faz mal aos outros e cultivar o que lhes faz bem. Desenvolver a bondade, compaixão pelos outros. Não é ter um amor superficial, mas um amor que ajuda com altruísmo e caridade. Ao ajudar alguém, nós é que somos ajudados. Além de nos sentirmos mais contentes, aumentamos nossos méritos.

O propósito de nossa vida é a busca da felicidade. Tudo que fazemos é em busca de ser feliz. Na realidade, porém, o fato de nos sentirmos felizes ou infelizes em certo momento depende muito de como percebemos nossa situação e da satisfação que sentimos com o que temos.

Todo ser humano deseja ser feliz e evitar o sofrimento. A dificuldade está em saber COMO ser feliz. Muitas pessoas só desejam posses, poder, prazeres. Estragam a saúde com hábitos alimentares e vícios e destroem a paz da mente em busca das ilusões passageiras. A Filosofia do Yoga nos ensina a buscar o equilíbrio e harmonia em tudo para sermos felizes, saudáveis e prósperos.

Segundo o Yoga, a felicidade é determinada mais pelo estado mental do que por acontecimentos externos. Podemos até aumentar nossa sensação de felicidade de acordo com nosso “fator mental”. Isso, porque a felicidade de cada momento é em grande parte determinada por nosso modo de ver a vida, de encarar os acontecimentos com gratidão e aceitação.

Dalai Lama em seu Livro “A Arte da Felicidade” diz: “A felicidade pode ser alcançada através do treinamento da mente. Por meio de certa disciplina interior, podemos sofrer uma transformação da nossa atitude, de todo o nosso modo de encarar e abordar a vida”.

E Dalai Lama continua explicando: “Quando falamos dessa disciplina interior, é claro que ela pode envolver muitos aspectos, muitos métodos. Mas em geral começa-se identificando aqueles fatores que levam à felicidade e aqueles que levam ao sofrimento. Depois desse estágio, passa-se gradativamente a eliminar os que levam ao sofrimento e a cultivar os que conduzem à felicidade. É esse o caminho”.

Os momentos alegres de uma festa em família, o sucesso na profissão, a compra de um carro novo, uma bela viagem, uma festa de formatura trazem sensações de muita felicidade. Mas essa felicidade é temporária. Como tudo passa, temos que agradecer e não lamentar o que já passou. Precisamos nos adaptar novamente a felicidade do dia a dia, dando valor ao Agora.

A morte de um ente querido ou uma tragédia são dores da alma muito difíceis de superação e levam as pessoas para depressão e tristeza profunda. Elas precisam entender o carma, que nada acontece por acaso, que tudo segue um plano divino para evolução. A Terra é o planeta da dor, do aprendizado, da ação e reação. E, se revoltar e ficar deprimida, não vai aliviar a dor. É necessário ter muita fé em Deus e muita aceitação. Assim, ajudar muito as outras pessoas pode ajudar a aliviar a própria dor. Com muita coragem e força interior, precisa-se adaptar à nova realidade da vida. Não é fácil, mas é a única saída para amenizar as dores da alma e de perdas.

Para sermos felizes, vários elementos são essenciais, como ter boa saúde, recursos materiais, amor, família, companheiros e amigos, reconhecimento profissional, lindas viagens. Todos esses fatores são fontes de felicidade.

No entanto, para desfrutarmos dessas fontes de felicidade, é essencial nossa disposição mental. Se tivermos pensamentos raivosos e negativos, raiva de nós mesmos ou dos outros, inquietação mental, ansiedade, depressão, nós destruímos a saúde, a paz mental e criamos brigas e conflitos desnecessários.

Portanto, para sermos felizes no dia a dia, é de grande importância ajudar ao próximo com bondade, ter bom humor, sentir alegria nas tarefas diárias, agradecer muito em vez de reclamar. Quanto maior o nível de serenidade mental e compaixão, maior será nossa paz e contentamento interior e maior a nossa capacidade de ter uma vida mais prazerosa e feliz.

Namastê! Deus em mim saúda e agradece Deus em você! Fique em paz!

TAGS :

    felicidade, autoestima, amor-próprio, paz
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Emilce Shrividya Starling

É formada em Yoga pela Federação de Yoga do Brasil e Centro de Estudos de Yoga Narayana/S.P, com aperfeiçoamento em Hatha Yoga e Meditação nos Estados Unidos. É professora de Hatha Yoga em Santos (SP), desde 1989. Atualmente ensina Filosofia do Yoga e Meditação.

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