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Autoconhecimento corporal é a ponte para o bem-estar

Lillian Graziano 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
Cultivar hábitos positivos inclui boa relação com o corpo

por Lilian Graziano

O nível de autoconhecimento e autopercepção das pessoas parece estar muito baixo. A tendência de o indivíduo ignorar os sinais que o organismo dá de que algo está errado parece ser tão grande quanto a tendência de acharmos que todo mal-estar da humanidade é psicológico.

De fato o estresse psicológico é, dentre outros, fator preponderante de males diversos. Às vezes, porém, tudo de que precisamos é dormir mais, comer uma maçã ou dobrar os copos de água bebidos por dia - e nem sempre isso é demandado por uma questão psicológica.

Basta uma noite bem dormida, muitas vezes, para para mudarmos a perspectiva que temos de relacionamentos, trabalhos, dentre outros exemplos de intervenções orgânicas que resultam em comportamentos mais funcionais e mais energia para enfrentar a vida.

A influência, nesse ponto de vista, é metabólica, e a conta é simples: às vezes um gasto calórico exagerado pode estar causando uma imunossupressão no organismo, resultando em baixa energia, apatia, até depressão - mas nem sempre esse gasto decorre de fatores psicológicos.

Como psicóloga, não posso ignorar a importância de se atentar para as questões relacionadas a emoções e comportamentos que influenciam nosso bem-estar de maneira geral - isso é puro autoconhecimento. Mas também não posso deixar passar despercebida essa nossa péssima relação com o nosso corpo. É preciso conhecê-lo, entendê-lo, percebê-lo e desfrutá-lo, tanto quanto é bom cultivar uma mente saudável.

Arrisco dizer que estamos cada vez mais distantes de nossa pele, achando que nos alimentamos e funcionamos em extensões de bytes nas redes sociais. A virtualização de nossa existência talvez leve a isso - o que também não nos ajuda a conhecer nosso eu psíquico.

Às vezes, o melhor a fazer é voltar-se para si em carne e osso, ouvir-se, sentir-se, para depois psicologizar a respeito. E não o contrário. Enquanto Freud diz "isto é só um cachimbo", permita-se perceber, também, que isto (leia-se ausência de bem-estar) pode ser só falta ou excesso de açúcar circulando no sangue. Mesmo que depois seja preciso refletir sobre o que o levou a consumir/gastar mais ou menos açúcar.

Na equação da Psicologia Positiva, há, com isso, que se cultivar hábitos positivos, incluindo uma boa relação com o corpo, no sentido de observá-lo com um olhar mais atento, para desenvolver melhor autoconsciência e emoções positivas.

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Lillian Graziano

Diretora dos Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento, psicóloga e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) com pós-graduação em Psicoterapia Cognitiva Construtivista. Seu doutorado sobre Psicologia Positiva e Felicidade foi a primeira tese brasileira baseada nessa abordagem. Atua há mais de 20 anos na Educação com foco no desenvolvimento de condutas preventivas para os comportamentos humanos disfuncionais. Possui certificação em Virtudes e Forças Pessoais pelo VIA Institute on Character, EUA. Treinou e atendeu centenas de funcionários de grandes organizações tais como: Coca-cola, Basf, Bank Boston, Accenture, British Petroleum, Merrill Lynch, Unilever, dentre outras.

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