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Será que ele gostou de transar comigo?

Sandra Vasques 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Sandra Vasques

Resposta: Podemos realmente transmitir por meio do corpo, de comportamentos e expressões muito do que estamos sentindo e pensando. Mas não podemos esquecer que existe a possibilidade de uma pessoa disfarçar para dificultar esse reconhecimento.

E ainda, é preciso tomar cuidado, porque existe o risco de más e enganosas interpretações! E digo isso, porque muitas vezes tomamos como referencial, o nosso jeito de pensar e agir para avaliar a outra pessoa, o que muitas vezes pode resultar em erros.

Por exemplo, um homem pode gostar muito de transar com uma mulher, e nem por isso ele necessariamente vai querer repetir ou ligar no dia seguinte. Isso não quer dizer que ele não gostou da transa, mas sim, que a transa gostosa, não o leva necessariamente a querer ir além no relacionamento. Pode ser que para a mulher que esteve com ele, seja inacreditável que alguém ao ter gostado muito de transar não queira ir além nesse contato. E assim, pode interpretar erroneamente, que a transa não foi boa. E atenção, essa situação também tem acontecido muito, com o homem e a mulher nas posições inversas.

Cada um tem um jeito único de sentir prazer

Existem diferentes maneiras de se buscar prazer numa relação sexual e cada um tem a sua. O mesmo tipo de carícia pode ser muito estimulante para uma pessoa e pouco para outra. Portanto, durante a transa, se fazemos um carinho que desperta maior prazer, o outro vai, de alguma maneira, estimular que aquilo se repita, ou pede verbalmente, ou indica com um gesto, como segurar a mão que acaricia num determinado lugar do corpo. Depois é hora do outro prestar atenção e retribuir. Se temos uma certa liberdade de experimentar e explorar, começando devagar e aos poucos indo além, vamos descobrindo as preferências. E aí sobram gemidos, incentivos para continuar, elogios picantes, caricias mais ousadas! Se essa comunicação de interesses e estímulos aconteceu, é muito provável que os dois gostaram. Mas se um dos dois fica preocupado apenas com o próprio prazer, ou ao contrário, só preocupado em satisfazer o outro, então é muito provável que alguém tenha saído insatisfeito!

 

Sandra Vasques

Psicóloga, enfermeira, com especialização em sexualidade humana e formação em psicodrama. É orientadora sexual, atuando no Instituto Kaplan – Centro de Estudos da Sexualidade Humana - desde 1993. Leciona cursos de formação de educadores e terapeutas sexuais e atua como congressista. Co-autora dos materiais educativos Jogo de corpo, Aprendendo a viver; Vale sonhar, Valores em jogo e do Manual de atenção a educação sexual de crianças e adolescentes portadores do HIV - Viver Positivamente.

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