DESTAQUES

Timidez: Quando é patológica, prejudicial e normal

Rosemeire Zago 01/01/2016 PSICOLOGIA

por Rosemeire Zago

"Tenho 48 anos e uma timidez que me prejudica. Penso no que falar. Por causa da timidez, deixo de falar coisas muito importantes tanto para mim como para outrem."

Resposta: A timidez em geral é causada pela insegurança que se sente em relação ao próprio valor. Muitas vezes começa quando a pessoa ainda é criança e/ou adolescente e tudo que faz, fala ou pensa é considerado errado, gerando assim muita insegurança sobre seu modo de ser e uma preocupação excessiva com a opinião dos outros Como resultado, se fecha em seu mundo evitando se expor para não sentir-se humilhada, ameaçada, envergonhada, rejeitada.

Timidez crônica e situacional

Há a timidez crônica, que afeta todas as áreas da vida e a timidez situacional, que se manifesta em situações especificas.

A timidez é patológica quando evolui para a fobia social, que é considerada um transtorno de ansiedade e requer acompanhamento psiquiátrico, geralmente com medicação.

A timidez pode ser considerada normal quando não priva a pessoa do convívio social nem lhe causa prejuízo.

Se você se sente incomodado por sua timidez, procure ajuda psicológica. Também há a alternativa dos grupos de auto-ajuda que seguem o mesmo modelo do Alcoólicos Anônimos (utilizando os 12 passos), denominado Introvertidos Anônimos – IA e têm grupos em várias cidades.

Dicas para lidar com a timidez

- Domine a ansiedade: tente aprender a relaxar, utilizando técnicas simples de respiração profunda.

- Enfrente situações que causem medo: procure se expor aos poucos às situações que lhe cause ansiedade. Valorize seus sucessos e não apenas os fracassos.

- Aprenda a fazer e receber elogios: exercite elogiar as pessoas e receber elogios sem se menosprezar.

- Procure conversar com outras pessoas: não fuja das pessoas que não conhece, e quando conversar mantenha o contato visual.

- Pare de esperar o pior: Pensamentos negativos só trazem mais ansiedade, evite-os.

- Seja menos perfeccionista: Diminua a cobrança de fazer tudo perfeito.

- Seja você mesmo: não queira ser igual a ninguém. Evite também as comparações, identifique suas qualidades e seja apenas você.

- Evite idealizar: Não veja as pessoas acima de você, mas como iguais. Não se inferiorize.

- Seja flexível: não seja rígido com cobranças excessivas consigo mesmo.

E não queira agradar a todos, isso é impossível. Mas você pode começar agradando a si mesmo.

Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psicologia e não cacracterizam-se como sendo um atendimento.

 




Rosemeire Zago

Psicóloga com abordagem junguiana com especialização em psicossomática. Desenvolve uma abordagem voltada para o autoconhecimento e criança interior.



ENQUETE

Você prefere ouvir o quê?







VOTAR!
Vya Estelar - Qualidade de vida na web - Todos os direitos reservados ®1999 - 2017
O portal Vya Estelar não se responsabiliza pelas informações e opinião de seus colunistas emitidas em artigos assinados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação.