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Busca incessante por perfeição gera ansiedade e estresse

Thaís Petroff 01/01/2016 AUTOCONHECIMENTO

por Thaís Petroff

"O segredo é buscar a excelência ao invés do perfeccionismo"

Hoje mais do que nunca é solicitado a todo profissional que ele tenha bom desempenho, seja competente, especialista naquilo que faz, etc. Por conta disso, muitos desenvolvem um padrão de comportamento perfeccionista.

O perfeccionismo é o ideal de se fazer tudo de maneira perfeita, sem erro, falha ou déficit algum. O problema é que essa proposta é utópica, já que a perfeição é inalcançável.

Um exemplo que ilustra isso é: mesmo que consigamos realizar algo, como finalizar um projeto, e que este esteja impecável quando o avaliamos no momento de seu término, ainda assim, se o analisarmos um mês depois, encontraremos alguma deficiência. Isso ocorre, pois estamos em constante aprendizado, crescimento e mudança. Somos bombardeados a todos instante por inúmeras informações, que são captadas e incluidas em nossos “arquivos” mentais; modificamos algo dentro de nós e em função disso a maneira como percebemos a nós mesmos e o mundo externo.

Perfeccionismo pode gerar insatisfação, estresse e ansiedade

Por isso a busca pela perfeição acaba sempre gerando insatisfação. A consequência disso trará estresse, ansiedade e humor deprimido, pois o indivíduo passa sempre a interpretar seus resultados como falhos e não como suficientes para atingir seu padrão de qualidade. Isso gera a sensação de perigo iminente

- Como não sou bom o suficiente meus colegas irão me criticar, meu chefe irá me mandar embora etc.

Isso o manterá com um sentimento de apreensão desagradável (ansiedade), além do sentimento de desvalia e pessimismo (depressão) e causará um conjunto de reações no organismo tanto fisiológicas, quanto psíquicas (estresse).

Aí é que a porca torce o rabo, a busca incessante pela perfeição gera ansiedade e estresse e com isso a qualidade de seu desempenho cai.

Excelência: qualidade notável com permissão ao erro

O segredo é buscar a excelência ao invés do perfeccionismo. Pois essa sim, leva a resultados interessantes (excelentes) e permite o exercício da congratulação e não o da crítica. A excelência, por ser possível, permite satisfação e reforço positivo (aprimoramento), diferentemente do perfeccionismo, que não dá trégua e menospreza os esforços.

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Thaís Petroff

Formada em Psicologia pela PUC-SP. É Pós-Graduada em Psicologia da Infância com ênfase em Desenvolvimento Humano e Psicologia Hospitalar pela Unifesp. Possui Formação em PNL (Programação Neuro Linguística) pelo Instituto de Performance Humana Continuum e certificada pela American Board of NLP. Cursou Aprimoramento em Psicossomática na abordagem Winnicottiana pelo Cogeae-PUC-SP. É psicoterapeuta, atuando através da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). Mais informações

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