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Sexo virtual na medida certa

Arlete Gavranic 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Arlete Gavranic

Por que as pessoas fazem sexo virtual?

Antigamente, sexo era assunto proibido. Você já pensou em quantas ideias sobre sexo você já acumulou durante a vida? Essas crenças acabam alimentando uma série de comportamentos e dificuldades relacionados a sexualidade que se perpetuam.

E aí vamos começar a entender o sexo virtual, pois através dele há muitas facilidades para se 'envolver' com o outro. A Internet oferece uma privacidade, onde não é preciso se mostrar e não se corre o risco de ser avaliado.

Dificuldades no sexo

Há homens com dificuldades de ereção e ejaculação rápida que se escondem nas chats de sexo. É claro que eles gostariam de um encontro real. No entanto, medos em relação à ereção, ejaulação precoce, com o conseqüente desapontamento da parceira, faz com que muitos evitem o sexo real.

O que pode se tornar preocupante é quando o sexo virtual vira uma 'muleta' para quem tem baixa auto-estima, pouca autoconfiança e medo de se expor e ser rejeitado.

Muitos usam da privacidade garantida pela Internet para vender a imagem do bom sedutor. 'Confiantes', colocam suas fantasias e desejos explicitamente. Essas pessoas buscam uma satisfação imediata e intensa sem correr o risco de ouvir 'não'!

É importante ressaltar que o problema não é o sexo virtual, mas sua prática exclusiva. Essa excitação intensa, rapidamente satisfeita, pode alimentar idéias compulsivas sobre sexo. Alguns ficam verdadeiramente viciados. Estar em frente a um computador já pode trazer idéias eróticas e desejo sexual.

Acredita-se que nos Estados Unidos, haja mais de dois milhões de pessoas viciadas em sexo virtual, que chegam a ficar pelo menos 20 horas por semana nos sites de sexo.

Quem são os usuários ou praticantes de sexo virtual?

São adolescentes, adultos, gente madura, solteiros, namorados, casados, viúvos, que satisfazem suas fantasias sexuais através da masturbação. Eles chegam a uma excitação intensa e rapidamente conseguem satisfação. Isso pode dificultar a busca de sexo no mundo real e fragilizar relações pré-existentes.

Como lidar com o sexo virtual?

Um cuidado muito grande deve ser dedicado pelas famílias aos adolescentes, que podem restringir seu desenvolvimento psicoafetivo e sexual com esse excesso de virtualidade e carência. Restringir o número de horas na Internet e oferecer outras atividades sociais em clubes, academias, cursos de línguas, etc, que possam sensibilizá-los a aprender a estabelecer relações verdadeiras.

O mesmo vale para os adultos, mas é importante lembrar que nesses casos é você adulto quem deve fazer acontecer a vontade de superar a cômoda excitação virtual e ir em busca de relações verdadeiras.

A ajuda de psicoterapia pode ser de grande valia para entender os mecanismos de compulsão e de superação das dificuldades. Em alguns casos mais sérios de compulsividade, poderá haver a necessidade de acompanhamento psiquiátrico.

Mas isso só vale para quem faz sexo virtual o tempo todo. Para quem faz do sexo virtual apenas uma forma de descontração, um mero passatempo ou uma forma de se aquecer e fantasiar para a relação sexual que virá depois, não tem nada demais.

 




Arlete Gavranic

Psicóloga, Mestre em Educação; Educadora e Terapeuta sexual pela Sbrash, Coordenadora e docente dos cursos de Pós-graduação lato sensu em Educação sexual e em Terapia sexual do ISEXP/ Sbrash. Docente dos cursos de pós-graduação em Educação sexual e Terapia sexual da UNISAL e coordenadora do pós de Terapia Sexual da UNISAL.



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