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Sofre de disfunção erétil? Saiba o que fazer

Arlete Gavranic 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

por Arlete Gavranic e  Sylvia Marzano

Disfunção erétil é o nome que se dá à incapacidade de manter o pênis ereto para uma satisfatória penetração na relação sexual.

Antes era chamada de impotência sexual, mas esse termo não deve ser utilizado, pois o entendimento correto é que há uma dificuldade de ereção e não de impotência; essa sensação é muito ruim para o psiquismo masculino.

As possíveis causas da disfunção erétil

- Baixos níveis hormonais podem causar disfunção erétil;

- 33% dos homens com diabetes podem sofrer de disfunção erétil, pois o diabetes pode causar neuropatia - lesão dos nervos e arteriosclerose – lesão dos vasos sanguíneos que levam o fluxo sanguíneo ao pênis;

- As doenças vasculares geralmente são a causa mais comum dos quadros de disfunção erétil. Casos de AVC – acidente vascular cerebral ou derrame, hipertensão, problemas cardíacos, arteriosclerose ou endurecimento das artérias somados ao alto colesterol são fatores que afetam a entrada e saída do fluxo sanguineo no pênis, gerando quadros de disfunçao erétil.

- Problemas neurológicos como lesão da medula espinhal, degeneração dos nervos ou esclerose múltipla que podem ser derivados do diabetes ou do uso excessivo de álcool.

- Algumas cirurgias como: da próstata, do intestino grosso, reto e também tratamentos de radioterapia na área pélvica podem trazer problemas na enervação da região pélvica e nos vasos sanguíneos e acabar causando problemas de ereção.

Mas a partir do final da década de 90, houve o surgimento de medicamentos pró-ereção (conhecidos popularmente como estimulantes sexuais) para tratar essa disfunção. Ainda hoje há uma série de dúvidas com relação à utilização dessas medicações, muitas vezes usadas sem a devida orientação médica.

É por esse motivo que busquei junto à médica e urologista **Dra. Sylvia Faria Marzano alguns esclarecimentos sobre o uso dessas medicações.

Segundo Sylvia, as medicações pró-ereção são drogas que têm a finalidade de inibir a enzima fosfodiesterase 5, responsável pela contração das lacunas dos corpos esponjosos, isso faz com que o sangue saia do seu interior e termine com a ereção. Essas medicações pró-ereção quando inibem essa enzima, faz com que os corpos cavernosos possam ficar mais tempo com as lacunas relaxadas, portanto, cheios de sangue, o que mantém a ereção por mais tempo.

Essas drogas têm o mesmo modo de ação: sildenafila (Viagra, Dejavù), vardenafila (Levitra), tadalafila (Cialis) e lodenafila (Helleva). São medicamentos eficazes, mas que funcionam só se o homem tiver um estímulo sexual. Por isso, a sua indicação deve ser individualizada. Na opinião de Sylvia, o relacionamento da parceria deve ser analisado para o profissional ver se há um equilíbrio de expectativas. Ou seja, é importante que o profissional da área médica que for recomendar o uso dessas medicações, esteja atento e tenha o cuidado de avaliar se na relação desse casal (homo ou hetero), há uma boa comunicação e afeto ou até se há um nível de cobrança exagerada ou agressiva. Neste caso o estímulo sexual pode ser inibido pela ansiedade de desempenho e a medicação pode ser usada sem sucesso.

Quem precisa realmente dessas medicações?

Todo paciente que tenha queixa de disfunção de ereção (perda antes da penetração, nenhuma ereção e outras queixas teoricamente pode fazer uso das drogas pró-ereção, desde que não seja usuário de medicamentos que contenham nitratos. Mas, Sylvia alerta: “Para que haja sucesso, muitos outros itens orgânicos devem ser discutidos: aumento de colesterol ou triglicérides, diabetes e outras doenças que afetam o desempenho físico do homem".

Também precisa ser suspeitado e avaliado, em um homem com queixa de disfunção erétil, na possível alteração hormonal de (testosterona), tão importante para a sua qualidade de vida. Pode ser que ele tenha uma deficiência desse hormônio, e sua reposição já vai fazer com que os sintomas de alterações da ereção já sejam sanados, completa Sylvia.

Quem não pode fazer uso dessas medicações?

Quem faz uso de medicações para o coração com nitratos está proibido de usar, lembrando que se usar, pode até chegar ao óbito. Aqueles com *doenças orgânicas descompensadas, devem primeiro compensá-las.

Benefícios das medicações

Os benefícios são muitos: uma boa ereção e prolongada, melhora da autoestima, mas isso se todos os itens discutidos acima forem avaliados. Isso porque muitos pacientes já chegam ao consultório dizendo que compraram a medicação e não obtiveram seu fez efeito. Isso faz com que esse paciente se coloque mais para baixo.

Há diferença entre efeitos de medicação genérica e as outras?

O único que existe genérico é a sildenafila (Viagra). Isso ocorreu porque essa droga ficou por 10 anos com a Pfizer e perdeu a patente para um único fabricante e veio a ser comercializada por outros laboratórios tão bons quanto esse. Não há diferença quanto a droga que vem do mesmo fornecedor. Mas o “funcionar” ou não, depende da avaliação dos parâmetros comportamentais, além dos orgânicos, que muitas vezes não é o foco dos urologistas.

Eu e a Dra. Sylvia ressaltamos a importância de se fazer uma boa avaliação clínica para que se descarte os problemas acima citados e se avalie se esse quadro de disfunção erétil não tem uma base psicogênica, ou seja, tem causas psíquicas e relacionais que elevam o nível de tensão e ansiedade. Isso acaba gerando uma dificuldade por interferir no sensível mecanismo de ereção.

Se você tem ou convive com um parceiro com essa dificuldade, lembre-se que em primeiro deve-se procurar um médico, preferencialmente um urologista, e só após serem descartadas as causas orgânicas, é que o auxílio da terapia sexual pode ser indicado.

Essa terapia sexual contem técnicas específicas orientadas para que o paciente faça sozinho em sua casa – e em alguns momentos futuros junto com o parceiro (a). Essas técnicas ajudarão o paciente a lidar e superar a frustração da disfunção erétil. O objetivo da terapia também e o de ajudar a melhorar a qualidade do relacionamento do casal, bem como rever o potencial sensual e afetivo da relação. Ou seja, rever conceitos da história de sua vida sexual, os valores, medos ou expectativas que ficaram atrelados à ideia de sexualidade e que possam ser prejudiciais à vivência sexual.

* exemplos: diabetes muito alta; uma hipertensão em crise - alta sem ceder; um colesterol que está em alta

**Dra. Sylvia Faria Marzano: médica urologista, especializada em terapia sexual e diretora do Instituto Brasileiro de Sexologia e Medicina Psicosso

 




Arlete Gavranic

Psicóloga, Mestre em Educação; Educadora e Terapeuta sexual pela Sbrash, Coordenadora e docente dos cursos de Pós-graduação lato sensu em Educação sexual e em Terapia sexual do ISEXP/ Sbrash. Docente dos cursos de pós-graduação em Educação sexual e Terapia sexual da UNISAL e coordenadora do pós de Terapia Sexual da UNISAL.



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