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Cidades criativas: entenda o conceito

Marilena Lavorato 01/01/2016 SERVIÇOS

por Marilena Lavorato

O conceito resultou do crescimento das novas tecnologias que proporcionaram um ambiente favorável ao uso da criatividade e inovação nos empreendimentos.

Em 2006, Komninos definiu "Cidades Inteligentes" como sendo aquelas capazes de integrar em seu ambiente as três dimensões da inteligência: humana, coletiva e artificial - TI (Tecnologia da Informação). Sendo a primeira delas (inteligência humana), a base da cidade criativa.

Esta dimensão está ligada à inventividade e à criatividade das pessoas que moram e que são atraídas para morar numa cidade criativa. Richard Florida em 2002 descreveu "cidade criativa" como aquela que tem a capacidade criativa concentrada em 3 Ts: Talento, Tolerância e Tecnologia.

Para que isso aconteça, a cidade deve ter uma dinâmica diferenciada capaz de reunir uma classe criativa em ação. Ou seja, uma dinâmica não usual para atrair profissionais que tenham a criatividade como elemento principal, através de cursos, faculdades, concursos, divulgação, incentivos direcionados a tais profissões (artistas, designers, publicitários, profissionais de comunicação, fotógrafos). A cidade precisa garantir um alto nível de educação e cultura à sua população, além de tecnologia de ponta e ambientes alternativos: galpão, fabricas fechadas, galerias e parques com estrutura para abrigar exposições de arte. Ambiente alternativo é um espaço utilizado para uma finalidade diferente para a qual foi criado. Enfim, essas são características essenciais para atrair, motivar e reter uma produtiva classe criativa: profissionais das áreas de publicidade, moda, designer, robótica, comunicação e principalmente – artistas, artesãos.

Mas, como se trata de um conceito ainda em formação, existem outras linhas de pensadores que afirmam ser a interação a base da evolução. Por isso propõem a criação de centros de criatividade, disponibilização gratuita de espaços para encontros, cooperação e coprodução. Esses centros seriam pequenas fábricas do fazer criativo, incubadoras, ateliers e projetos dedicados à criatividade e inovação dos jovens, por exemplo. É a chamada Cidade Criativa 3.0, aquela que não exibe tanto a criatividade, mas sim a que gera as condições amigáveis para que a criatividade possa emergir e se desenvolver.
 

 

 




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Marilena Lavorato

É Publicitária (PUCC) com especialização em Marketing (ESPM), Negócios (FGV/SP), Sociologia e Política (EPGSP/SP), Gestão Ambiental (IETEC), e Gestão Empresarial Estratégica (USP). Organizadora do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, Co-Editora do Livro BenchMais, Presidente do Comitê de Sustentabilidade do Instituto Mais, Professora e conferencista para os temas Benchmarking Ambiental e Marketing Verde em universidades e congressos. Mais informações: www.institutomais.org



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