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É possível conciliar conflito entre beleza interior e exterior na escolha do par amoroso?

Anette Lewin 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Mulheres bonitas, em geral, são vistas pelos homens como um troféu a ser exibido

por Anette Lewin

"Tenho 41 anos e sou solteiro. Não tenho conseguido me relacionar com mulheres legais, pelo simples fato de elas não me agradarem fisicamente. Isso parece infantilidade de minha parte, e até pode ser mesmo. Mas não consigo, por mais que eu já tenha tentado, gostar de alguém que não seja bela fisicamente. Sei que a beleza interior, o caráter e um bom coração, por exemplo, é o que contam e é o que sustentará um relacionamento, mas não consigo assimilar isso. O que devo fazer? Estou me desesperando!"

Resposta: Fique tranquilo, você não está sozinho nesse dilema.

Mulheres bonitas, em geral, são vistas pelos homens como um troféu a ser exibido, que valida seu poder frente aos outros homens. Nesse sentido são muito disputadas e acabam podendo escolher o parceiro que lhe ofereça aquilo que elas consideram mais importante para si. Para algumas, é o poderio econômico, para outras a beleza fisica, e para várias a capacidade de sedução.

Certamente, você dirá: mas eu quero a mulher bonita para o meu deleite, não para o dos outros! Certamente você deve ter seus padrões do que é belo e do que é feio e, a não ser que suas exigências sejam muito altas e só uma modelo internacional caiba no seu padrão, as mulheres bonitas existem, estão por perto, mas você não consegue conquistá-las. E se não as conquistou até agora, nem sabe se servem para você. Talvez esse desconhecimento perpetue a sua idealização e impeça você de encontrar sua cara-metade.

Armadilha: círculo vicioso

Certamente ninguém é obrigado a namorar alguém que não lhe agrade fisicamente. Mas, no seu caso, você está encurralado em um circulo que você mesmo criou: quem eu quero não me quer, quem me quer eu não quero. Quanto mais você acreditar nisso, maior será a sua dificuldade de encontrar uma parceira! O melhor a fazer é começar do zero fazendo uma reflexão mais aprofundada sobre o que, além da beleza, você acredita ser importante numa mulher com a qual pensa em se relacionar: prefere as introvertidas, extrovertidas, intelectuais, amorosas, submissas, simples, complicadas? Enfim, há uma lista imensa de aspectos a serem avaliados.

Como escolher uma futura pretendente?

1º) Certamente, essa avaliação é muito mais trabalhosa do que dividir o mundo feminino em "as bonitas e as legais", mas certamente trará a você uma conscientização maior sobre quem é essa pessoa que você tanto procura mas não acha.

2º) Em seguida reveja seus padrões de beleza: que mulher é bonita para você? Para você, e não para a mídia, para a televisão ou para a revista. Essas mulheres que você considera bonitas estão presentes no seu circulo de relacionamentos? Já tentou se aproximar delas? Se a resposta for: "todas as bonitas já são comprometidas", cuidado! Você pode estar fazendo outro julgamento contaminado por uma ideia preconcebida. Talvez você as ache bonitas apenas porque já tenham sido escolhidas por alguém. E se alguém escolheu, é por que deve valer a pena, não é? Essa, portanto, é mais uma questão que deve ser revista. Não se esqueça que mulheres que namoram, em geral, estão felizes, se arrumam mais; talvez as comprometidas não sejam tão bonitas, mas exalam um ar de autoconfiança que as faz parecerem mais lindas do que realmente são.

3º) Avalie também qual a real importância que o relacionamento amoroso tem para você. Você quer realmente namorar? Por quê? Você tem o perfil para ficar dividindo suas coisas, seus momentos, suas escolhas com outra pessoa? Ou ficar sozinho, como fez até agora, tem suas vantagens? Essa resposta pode ajudar você a entender o quanto encontrar uma parceira realmente faz parte de seus desejos reais e não de suas fantasias utópicas.

Pensar em tudo isso poderá ajudá-lo a sair de um círculo vicioso e lançar um olhar diferente sobre a escolha amorosa. Afinal, ninguém consegue fazer boas escolhas sob pressão. A pressão aprisiona e acaba fazendo com que se olhe sempre do mesmo jeito para os mesmos lugares. Liberando sua forma de olhar, certamente, as possibilidades de encontrar o que procura aumentarão.

 

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Anette Lewin

É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data.

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