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Quando não há alternativas, o melhor é ser você!

Lillian Graziano 01/01/2016 PSICOLOGIA
Parece óbvio, mas o autoconhecimento não é fácil

por Lilian Graziano

Costumo dizer que a falta de caminhos a seguir, diante de determinadas situações, é muito mais falta de autoconhecimento que de alternativas.

É certo que novas soluções, para novos ou velhos problemas demandam de nós certo esforço e criatividade.

Mas, na confusão em que muitas vezes nos encontramos, basta só conhecermos nossos próprios limites e potencialidades, características que nos acompanham ou desenvolvemos ao longo da vida que, de certa forma, constituem nossa essência. Elas darão pistas sobre aquilo que queremos e podemos fazer para transpor qualquer obstáculo.

Retornar a essa essência esbarra, invariavelmente, em nossa assinatura de forças pessoais (veja aqui), recursos que podemos lançar mão perante os desafios e que também constituem nosso perfil comportamental.

Um exemplo muito comum que me chega ao consultório/sessões de coach é o daqueles casos em que o paciente/coachee enfrenta a necessidade de mudança de vida, de carreira, de emprego e não sabe muito bem o que fazer, como seguir adiante, por estradas que o satisfaçam mais.

É nesse momento em que se deve pensar naquilo que, ao longo da vida, sempre se fez com prazer, lugares sempre aprazíveis, pessoas com quem sempre gostou de conviver. Pois é algo que sempre fez parte de nós que, na maioria das vezes, nos transforma naquilo que, definitivamente, se quer ser.

Parece óbvio, mas o autoconhecimento não é fácil. Atingi-lo, muitas vezes, é tarefa para anos de autoanálise e reflexão.

O fato é que "algum dia, em qualquer parte, em qualquer lugar, indefectivelmente, encontrar-te-ás a ti mesmo e essa, só essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga das tuas horas", diz Pablo Neruda. Otimista que sou, e positiva que tende a ser minha visão das coisas, penso que a amarga hora é só aquela em que, encontrando-nos a nós mesmos nos damos conta de que onde estamos não podemos ficar. Isso para, então, nos reconciliarmos com nossas forças e seguir em um caminho mais propenso à felicidade.

 




Lillian Graziano

Diretora dos Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento, psicóloga e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) com pós-graduação em Psicoterapia Cognitiva Construtivista. Seu doutorado sobre Psicologia Positiva e Felicidade foi a primeira tese brasileira baseada nessa abordagem. Atua há mais de 20 anos na Educação com foco no desenvolvimento de condutas preventivas para os comportamentos humanos disfuncionais. Possui certificação em Virtudes e Forças Pessoais pelo VIA Institute on Character, EUA. Treinou e atendeu centenas de funcionários de grandes organizações tais como: Coca-cola, Basf, Bank Boston, Accenture, British Petroleum, Merrill Lynch, Unilever, dentre outras.



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