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Se ele pergunta quem paga a conta, o que você diz?

Karina Simões 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Maioria das mulheres não aceita pagar ou rachar a conta no primeiro encontro

por Karina Simões

Não se assuste se no primeiro ou num dos primeiros encontros for surpreendida com uma pergunta que pode esfriar a esperada noite romântica do Dia dos Namorados, que ainda promete um segundo capítulo: Quem paga a conta?

Essa é uma pergunta cada vez mais frequente feita pelos homens e as mulheres ainda não sabem lidar bem com essa questão.

Essas são mulheres talvez à espera de um amor à moda antiga ou que tenham ainda crenças enraizadas de que culturalmente o homem é o provedor.

A cultura dos relacionamentos afetivos passa por uma transformação socioeconômica. Cada vez mais nos deparamos com casais, onde a mulher é a âncora financeira no lar.

E muitas vezes mulheres acompanhadas de homens mais jovens assumem as despesas de jantares e passeios, pois seu parceiro está num ritmo e sintonia de conquista profissional diferente, não tendo condições de acompanhar o padrão dessa mulher madura e bem-sucedida.

As redes sociais hoje são uma grande ferramenta na formação e divisão de opiniões.

Perguntei como elas se sentem ao pagar as contas num relacionamento. A maioria delas afirma em não ter problemas em pagá-las ou dividi-las e até se sentem bem com isso. Mas acham uma falta de sensibilidade e cavalheirismo os homens não arcarem com as despesas num primeiro encontro ou nas primeiras saídas.

Mas existe ainda uma parcela que credita ao homem a responsabilidade de pagá-las.

A mulher deve se despir de qualquer resquício de seus pais e/ou avós e estar disposta sim a cooperar financeiramente na relação.

Algumas dicas preciosas poderão ser negociadas com o companheiro nesse aspecto:

Cinco dicas de como pagar as contas num relacionamento

1ª) Ela paga o jantar e ele paga o ingresso do teatro, por exemplo, num processo de parceria; ou racham as contas;

2ª) Se o rapaz não tem condições financeiras de contribuir, por ter uma condição social diferente, ela assume totalmente as despesas de lazer. Isso deve ser negociado previamente de forma transparente a fim de que o rapaz não se sinta constrangido.

3ª) É oportuno ressaltar que com esse acordo estabelecido, a mulher não deve, em nenhuma hipótese, jogar “na cara dele” em momento de raiva ou briga de que ela paga tudo e ele em nada contribui;

4ª) Observar os pontos positivos (o que os mantêm juntos, o sentimento, carinho, a atenção) da escolha por esse tipo de relação, em que há um desnível econômico do casal, e focar nesses aspectos como sendo uma opção consciente da mulher;

5ª) Ter em mente que a vida é cíclica e que hoje ela está numa melhor situação financeira e que, em breve ou no futuro, ele pode ascender por meio de oportunidades de estudo e trabalho.

O mais importante do que saber o que diz a etiqueta, é valorizar o que você sente. Faça sua fórmula e suas regras nos seus relacionamentos, contanto que todos estejam felizes, plenos e inteiros.

Nunca sinta-se pela metade.

Somos mais fortes quando estamos inteiros na relação, na sua completude afetiva.




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Karina Simões

Psicóloga clínica cognitivo-comportamental. Possui especialização em Psicologia da Saúde e Desenvolvimento pela UFRN. Especialização pela Faculdade de Medicina do IPHC da USP. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mais informações: www.karinasimoes.com.br



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