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Perfil do líder positivo

Lillian Graziano 01/01/2016 PSICOLOGIA
Líderes que promovem clima positivo fazem toda a diferença

por Lilian Graziano

Não há nada mais inspirador que um mentor, um líder ou um modelo positivo. Falo daqueles que, além de manter uma postura sempre otimista e pragmática diante das adversidades, influenciando os demais nesse sentido, ainda deixam sua marca, porque promovem toda sorte de emoções positivas por onde passam.

Nas organizações, exemplo mais próximo, o chamado líder positivo é aquele que age assim e influencia pela inspiração, pelo respeito que conquista, mas através da valorização de sua equipe e não impingindo medo, ou sobrepujando seus conhecimentos e potencialidades. É aquele que encara os problemas responsabilizando-se por eles junto com a equipe, auxiliando com ideias, soluções, fazendo brainstorms conjuntos e comemorando cada avanço ou potencialidade descoberta de seus colaboradores.

Imagine que esse líder pratique e promova, de forma consciente, tais atitudes, e o impacto que isso causará em uma empresa! Enquanto muitas corporações procuram empreender mudanças a partir de sua base operacional, criar instituições positivas (do ponto de vista da Psicologia Positiva), exige, na verdade, fomentar lideranças positivas.

Uma integração maior dessas lideranças com a base operacional, por meio de estratégias que levem em conta as forças pessoais (veja aqui) dos membros da equipe e a valorização destes, além das atitudes já mencionadas, promove um verdadeiro círculo virtuoso, capaz de melhorar a produtividade de todos e da empresa, capaz de provocar mudanças profundas na vida de todos os envolvidos e em suas comunidades.

Alguns best-sellers em lideranças positivas, como Donald Clifton e Marcus Buckingham, autores de Descubra seus pontos fortes (editora Sextante, 2008), dizem que "seja qual for o modo como você arranja os dados, a empresa cujos colaboradores sentem que têm seus pontos fortes mobilizados todos os dias é mais poderosa e mais forte". O que implica dizer, ainda, que se trata, nesse caso, efetivamente, de uma instituição positiva, cujo ambiente favorece o desenvolvimento emocionalmente saudável dos indivíduos. Estes últimos ainda levam para casa a experiência de aprendizado sobre suas potencialidades e estratégias positivas de enfrentamento dos obstáculos cotidianos.

Só lideranças positivas autênticas, no entanto, conseguem mobilizar as forças pessoais dos membros de sua equipe. É preciso que acreditem no que estão praticando, que conheçam suas próprias forças pessoais e valorizem-nas, além de cuidar, sempre, de promover a felicidade no trabalho - que é o que de fato acontece. De quebra, transformará os lares de seus colaboradores em locais mais felizes! Esses indivíduos poderão se transformar, também, em novos modelos positivos, fechando - mas não encerrando - um ciclo poderoso de mudanças na sociedade.

 

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Lillian Graziano

Diretora dos Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento, psicóloga e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) com pós-graduação em Psicoterapia Cognitiva Construtivista. Seu doutorado sobre Psicologia Positiva e Felicidade foi a primeira tese brasileira baseada nessa abordagem. Atua há mais de 20 anos na Educação com foco no desenvolvimento de condutas preventivas para os comportamentos humanos disfuncionais. Possui certificação em Virtudes e Forças Pessoais pelo VIA Institute on Character, EUA. Treinou e atendeu centenas de funcionários de grandes organizações tais como: Coca-cola, Basf, Bank Boston, Accenture, British Petroleum, Merrill Lynch, Unilever, dentre outras.

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