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Meditar faz bem à saúde da memória

Jou Eel Jia 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
A memória é nossa verdadeira identidade

por Jou Eel Jia

A memória é nossa verdadeira identidade, nosso RG. Por isso precisamos preservá-la. Tudo o que lembramos, principalmente se vier com forte carga emocional (positiva ou negativa), marca a nossa vida.

É a memória que constrói a nossa personalidade, a maneira como lidamos com as dificuldades, pois enxergamos a perspectiva do presente através da experiência do passado.

A memória é uma vivência do passado embutida em nossas células. Uma visão da moderna neurociência é que quando há uma alteração na capacidade de transmissão de comunicação entre as células nervosas (sinapses), há uma descarga de neurotransmissores. Ou seja, a formação de um traço de memória. E na MTC, forma-se a memória quando se tem uma maior descarga de Ch'i (energia ou consciência)

Traços de memória

A memória que se tem do avô pode trazer na vida adulta sentimentos inerentes às qualidades vistas nele durante a infância, como proteção e afeto.

Esses traços comportamentais vindos da memória podem gerar atitudes de empatia ou antipatia em relação a alguém. Uma pessoa que teve um avô bondoso, pode criar uma relação de zelo e proteção com o idoso. A paixão ou o amor à primeira vista também podem ter sua origem nesses traços de memória.

Com a idade se perde conexão de sinapses, ou seja, perdem-se traços de memória.

Memória e o tempo

Existem memória de curto, médio e longo prazo

Curto e médio prazo: pode durar minutos ou semanas.

Memória de longo prazo: traz uma alteração definitiva no cérebro. Essa memória possui uma marca tão profunda, que o acontecimento jamais será esquecido.

Perda de memória

Pode ser causada pela falta de foco mental, onde a parte de uma situação desaparece da mente. Exemplo: você vê uma pessoa, lembra tudo sobre ela, mas não consegue lembrar o seu nome.

Quando não se lembra absolutamente de nada, aí sim, se caracteriza a perda de memória, que pode ser causada por traumas, lesão cerebral traumática ou por processo degenerativo das células como o mal de Alzheimer.

Solução

Fora os processos degenerativos e traumáticos, através da meditação, pode-se recuperar a memória. Isso porque as células gliais entram em ação. Elas são essenciais para o aprendizado e para a construção de lembranças, além de importantes na recuperação de lesões neurológicas. Experiências para provar isso estão em andamento.




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Jou Eel Jia

É formado em Medicina pela UNIFESP e é Presidente da Associação de Medicina Tradicional do Brasil (AMC). Professor Titular de Pós-graduação em MTC e Acupuntura do HSPM e Faculdade de Medicina de Jundiaí. Autor dos livros Ch’an Tao, essência da Meditação (editora Sumus) e Ch’an Tao Conceitos Básicos: Medicina Tradicional Chinesa, Lien Ch’i e Meditação (editora Ícone).



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