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Após a separação: minha filha não fala comigo e nem quer as visitas. O que fazer?

Blenda de Oliveira 01/01/2016 PSICOLOGIA
Não desista e nem transmita medo ou tristeza

por Blenda de Oliveira

"Minha filha foi morar com o pai quando completou 13 anos e não fala comigo de forma nenhuma. Isso por que quando me separei, fiquei muito deprimida e só chorava. Já se passaram dois anos que estamos separadas e quatro que estou separada do pai. Sofro muito por estar longe dela e não ter contato nenhum. O que poderia fazer, o divórcio já foi feito e tenho direito às visitas, já que o pai ficou com a guarda, mas ela não quer vir me visitar"

Resposta: Posso imaginar seu sofrimento, mas para a vida futura de sua filha, é muito importante que ela volte a conversar com você.

É preciso que vocês possam iniciar uma aproximação e mais para frente uma conversa muito franca sobre os reais motivos que teve para viver a separação como viveu.

Ela se tornará uma mulher um dia e poderá passar por algo parecido - torcemos para que não. Será bom ela entender que você como mãe é um ser humano como outro qualquer e portanto tem seus sofrimentos. Isso ajudará na formação dela é fará bem a você, já que ela parece ressentida e muito exigente em relação às expectativas de como uma mãe deve comportar-se.

Você já tentou iniciar uma comunicação pela escrita - e-mails, mensagens, etc. - mesmo que ela não responda, não há problema, insista. Semanalmente envie uma mensagem, uma foto e vá mostrando suas conquistas nesses quatro anos. Se quiser, procure ajuda de um terapeuta para que discutam algumas orientações. Lembre-se: não desista e nem transmita medo ou tristeza, mostre firmeza e disposição.

Boa sorte!

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Blenda de Oliveira

Doutora em psicologia clínica pela PUC-SP. Psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). Psicoterapeuta de adultos, adolescentes, crianças, famílias e casais. Atuante como Life Coaching em diversas áreas, utilizando essa metodologia para colaborar nos processos de sucessão familiar nas empresas.

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