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Entenda a luxação congênita do quadril

Juliana Prestes Mancuso 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

por Juliana Prestes Mancuso

A luxação congênita do quadril (LCQ) é o não contato da cabeça do fêmur com o acetábulo (quadril) e ocorre devido à flacidez ligamentar (função do ligamento é “ligar” a articulação: um osso ao outro). E o seu diagnóstico deve ser precoce para que o tratamento juntamente com a fisioterapia possa ter um bom resultado.

Essa luxação ocorre tanto antes, como depois do nascimento, e se não diagnosticada ou tratada inadequadamente, o paciente terá um defeito físico: um andar lento para o resto da vida.

Luxação é uma lesão onde as extremidades ósseas que formam uma articulação ficam deslocadas. Ou seja, é o desencaixe de um osso da articulação. A palavra congênita refere-se a uma característica adquirida pelo bebê no período de tempo no qual permaneceu em gestação. É uma característica atribuída a eventos pré-natais, porém não necessariamente genéticos. Assim, podemos definir Luxação Congênita do Quadril como a perda do contato da epífise femoral proximal (cabeça do fêmur) com a cavidade acetabular (quadril) ao nascer.

Não se sabe muito sobre a causa, mas admite-se que três fatores estejam relacionados, pode ser genético, hormonal ou mecânico (posicionamento intrauterino do feto. O terceiro fator seria o posicionamento do feto no útero que, durante o desenvolvimento de suas nádegas, poderia causar um desajuste articular.

O tratamento geralmente é conservador (não cirúrgico). Entre o nascimento e o sexto mês - se o quadril for instável após três semanas, o bebê é imobilizado em abdução moderada (pernas abertas) por cerca de três meses. Do sexto mês aos seis anos de idade - se o tratamento não tiver dado resultado, a redução deverá ser cirúrgica. A cirurgia pode ser indicada, quando o tratamento conservador fracassar.

O fisioterapeuta precisa ser capaz de pesquisar a LCQ, sempre que encontrar sinais suspeitos, tais como encurtamento aparente de uma das pernas ou limitação da abdução (abertura da perna) da coxa, em lactentes que estão sendo tratados por outros motivos.

O papel do fisioterapeuta no tratamento da LCQ consiste na aplicação dos dispositivos imobilizantes, na explicação dada aos pais da criança sobre os cuidados que o caso exige e na elaboração de um programa específico de exercícios e treinamento da motricidade (movimento). A motricidade é o principal canal de comunicação, expressão e criação para a criança, favorecendo seu comportamento social. Através da comunicação, expressão e criação motora, daremos à criança um desenvolvimento harmônico.

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Juliana Prestes Mancuso

É formada pela Universidade Anhembi Morumbi, especializada em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica pelo Instituto Cohen de Ortopedia e Medicina Esportiva, Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida, Fisioterapia do Sistema Musculoesquelética pela Universidade São Marcos e em acupuntura e medicina chinesa pelo Centro Científico Cultural Brasileiro de Fisioterapia. É responsável pelo site e grupo de discussão Fisioterapeutas Plugadas.

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