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Sou tímido e tenho dificuldades para liderar

Roberto Santos 01/01/2016 COMPORTAMENTO
De modo gradual, timidez deve ser enfrentada

por Roberto A. Santos

"Estou tão inseguro que não consigo nem olhar para as pessoas quando falam comigo. Ou seja, sou um péssimo ouvinte e fico perdido. Sou coordenador em uma empresa e gostaria de saber como melhorar."

Resposta: Imagino que você tenha sido colocado na posição de coordenador, como uma promoção pelo bom desempenho em alguma função técnica. Isso é muito comum nas empresas: promove-se um bom técnico para uma posição de liderança que demanda um perfil psicológico bem diferente daquele de um cargo técnico. Daí, você fica infeliz porque tem que navegar em águas diferentes. Para liderar outras pessoas, o mínimo que você precisará de competências é poder olhar, ouvir e falar com as pessoas. Se isso for tão difícil para você, meu amigo, converse com seus superiores para tentar recolocá-lo em um cargo técnico.

Mas isso também pode não ser fácil, não é? Voltar atrás em sua carreira, pode fazer com que você se sinta fracassando. Então, qual a saída? Enfrentar sua timidez e insegurança, procurando falar com as pessoas diariamente. Comece com papos individuais, com aquelas pessoas que lhe parecem mais amistosas. Passe para outras pessoas, até que tenha conversado individualmente com todos membros de sua equipe, e depois comece a falar com duplas até falar com o grupo como um todo. Procure imaginar o que poderá aprender de outras pessoas, diminua sua ansiedade de parecer um Ser Superior, só pelo fato de ser coordenador. Assuma sua timidez, fale sobre ela com seu pessoal, deixe que saibam que você está se esforçando para ser um bom comunicador e poderá encontrar mais ajuda do que imagina.

Como voltar para a área anterior sem perder muito?
Sou técnico em química formado com CRQ, mas estou no telemarketing, como voltar ao meu ramo original sem perder muito?

Resposta: Seu dilema é compartilhado por milhares de pessoas, ou até mais... Escolhe-se um curso por vocação, interesse e projeto de vida, e arranja-se um emprego pelas circunstâncias do mercado, que acaba respondendo às necessidades de curto prazo: pagar contas e mais contas. Mas daí um dia, meu amigo, aquela vocação cobra seu espaço em sua vida e cria-se um conflito como o que você está passando.

Infelizmente, não existem escolhas fáceis nestes momentos, e como você mesmo conclui, precisa avaliar as perdas de um lado e de outro. Vejo algumas possibilidades que podem ser absurdas, pois não tenho muitos dados sobre você, mas lá vão elas: você poderia buscar um trabalho de telemarketing em uma empresa química onde, gradualmente, pudesse, uma vez lá dentro, migrar para atividades mais técnicas. Outra seria buscar um emprego como técnico iniciante e buscar alguma atividade paralela de telemarketing de meio período, até que tivesse condições de largar o segundo.

Decisões implicam sempre em escolhas em que se abre a mão de algo para se ter a outra. Você precisa escutar seu coração e investir em seu sonho e vocação se forem suficientemente fortes.

Sucesso!




Roberto Santos

Profissional de Recursos Humanos, com mais de 40 anos de atuação no mercado, Roberto teve diversas posições como profissional e executivo de RH em multinacionais de grande porte. É sócio-diretor da Ateliê RH, consultoria com mais de 14 anos de atuação no mercado, e distribuidor Hogan no Brasil. Mais informações: www.atelie-rh.com.br



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