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Ao ingressar na empresa evite julgamento prematuro do colega

Roberto Santos 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Julgamentos precoces geralmente são incompletos

por Roberto Santos

"Trabalho em uma empresa há um mês. Porém, até o momento quem deveria ter passado as informações sobre o trabalho não me ensinou absolutamente nada. A pessoa é egoísta e tem medo de perder o cargo. Ela não não me responde quase nada e me olha com 'ar de inveja'; permaneço praticamente mais de cinco horas sem fazer nada, e ela ainda diz: 'Nossa estou cheia de coisas pra fazer'. Eu ofereço a minha ajuda e ela se nega a aceitar. O que faço?"

Resposta: Ainda que eu desconheça a estrutura organizacional e o contexto mais amplo da empresa, entendendo que foi esta que a contratou e não a pessoa encarregada de lhe passar as informações e ensiná-la sobre o trabalho, você deve oficializar sua disposição para receber o treinamento e/ou para cooperar nas atividades do setor para a pessoa em questão e seu superior.

Por outro lado, seria interessante você refletir sobre as inferências e julgamentos, talvez prematuros, sobre esta pessoa: "egoísta e tem medo de perder o cargo"; "…com ar de inveja" etc.

Existe sempre o risco de você estar totalmente errada, mas se você age em função daqueles julgamentos, você pode sim deixar transparecê-los e criar, sem perceber, um antagonismo e inimizade reais.

Por que não assumir que essa pessoa nunca teve uma experiência de ensinar o serviço e está insegura porque só sabe executá-lo, por que não assumir que ela está de fato sobrecarregada e não consegue ver como você poderia ajudá-la?

Julgamentos precoces geralmente são incompletos, e muitas vezes injustos.

Considere abaixar sua guarda e eventuais julgamentos, procure se aproximar dessa pessoa em um momento informal, como na hora do almoço, para conhecê-la e deixar-se conhecer e coloque-se novamente à disposição de ajudar.

Boa sorte!




Roberto Santos

Profissional de Recursos Humanos, com mais de 40 anos de atuação no mercado, Roberto teve diversas posições como profissional e executivo de RH em multinacionais de grande porte. É sócio-diretor da Ateliê RH, consultoria com mais de 14 anos de atuação no mercado, e distribuidor Hogan no Brasil. Mais informações: www.atelie-rh.com.br



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