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Intuição: poderosa arma para te alçar ao topo

Dulce Magalhães 01/01/2016 AUTOCONHECIMENTO
Muitos não percebem o movimento de sucesso ao seu redor

por Dulce Magalhães

Há pessoas que passam distraídas pela vida. Tropeçam em oportunidades, esbarram em relacionamentos produtivos, cruzam com novas chances, mas não percebem todo esse movimento de sucesso ao seu redor. Enxergar é mais do que estar de olhos abertos, é estar atento a sinais muitas vezes imperceptíveis ao olho humano, só compreensíveis para aqueles que estão em sintonia com seus sonhos.

Para ativar nossas antenas e perceber a realidade, precisamos nos ligar a poderosos satélites que ampliem nossa capacidade de receber informação, processá-la e colocá-la em prática. Os satélites são as salas de aula, os eventos culturais, as reuniões associativas, as experiências de trabalho em equipe... enfim toda manifestação coletiva de aprendizagem. Já as antenas que nos permitem essa conecção são a intuição e a emoção.

Para aprender precisamos acionar nossa capacidade intuitiva, que nos permite uma "visão cega", é quase um ver o que não existe. O fato é que a maioria das oportunidades é como o vírus da gripe, ninguém consegue ver a olho nu e nem todo mundo pega, mas estão pelo ar, circulando entre todas as pessoas. Aliás, tem gente que pega mais gripe que oportunidade. Porque sem o uso intensivo da intuição, evidentemente aliada ao exercício inteligente da razão e a progressiva gestão do risco, não percebemos os portais invisíveis que podem nos conduzir a novas experiências de vida. Muita gente se baseia apenas no uso da razão, todavia a equação de sucesso não está completa sem intuição e risco.

Uso de intuição exige treino

A utilização de nossa intuição, como tudo na vida, depende de treinamento.

Passo-a-passo para treinar a intuição

- Dar atenção ao primeiro pensamento que lhe vem à mente.

- Anotar todas as ideias interessantes (ou nem tanto) que você tem ou ouve de alguém.

- Seguir seus impulsos pelo menos uma vez por semana.

- Refletir sobre as consequências de cada atitude tomada.

- Ampliar a capacidade de correr riscos. Assumir novos e maiores riscos. Refletir sobre as consequências de suas ações.

- Tentar métodos novos, testar seus limites, desafiar seus hábitos. Refletir sobre as consequências de seu comportamento.

- Aprender com a própria experiência. Isso é desenvolver a habilidade de ouvir a si mesmo, treinar sua intuição.

Você só poderá confiar em suas próprias ideias se desenvolver processos que lhe permitam medir a validade e a eficácia das ideias que tem. Sem jamais seguir sua intuição, sem se lançar ao risco do novo, sem aplicar esforço e recursos em suas ideias, não há como aumentar o nível de confiança em você mesmo. Quando o medo de errar supera a vontade de acertar nos tornamos reféns de um perverso sistema de aprovação, onde nossas realizações contam menos que a opinião que os outros têm a nosso respeito.

Seguir nossa intuição não precisa ser uma experiência às cegas, sem parâmetros que possam balizar nossa conduta, ou sem qualquer noção dos resultados possíveis. Ao contrário, na medida que acionamos com frequüência a intuição, vamos aprendendo a ouvir o que ela tem a nos dizer. É uma linguagem cifrada, apresentada sem ordem lógica, como um quebra-cabeças. Entretanto, quanto mais exercitamos esse diálogo íntimo, mais dominamos essa linguagem. E a chave para a compreensão desse enigmático idioma está em nosso amadurecimento emocional.

Daniel Goleman ao expor sua revolucionária teoria da inteligência emocional, trouxe à tona uma infindável quantidade de informações subjugadas pela racionalização do certo e do errado, do mais conveniente, do aceitável. Entender as suaves nuanças de nossa emoção e ser capaz de eleger a melhor resposta emocional para diferentes momentos de nossa vida é o mergulho mais profundo que podemos fazer em nosso interior até agora. O mais provável é que estamos apenas arranhando de leve a borda de nossa capacidade. Mas, mesmo esse pequeno arranhão, pode transformar de forma absoluta nossos resultados.

As emoções são o meio etéreo por onde vagam nossas intuições. A raiva, a angústia, a ansiedade, a tristeza, entre outras emoções depressivas, formam barreiras que impedem o livre trânsito das soluções intuitivas que todos possuímos. Existe em cada um de nós um manancial ilimitado de respostas para as questões que mais nos afligem. Entretanto, para conseguirmos entender o que a intuição nos diz, precisamos calar a gritaria que emoções negativas produzem. Com o espírito quieto e a autoconfiança em ação, poderemos não só compreender nossa linguagem intuitiva, como também desenvolver a devida coragem de seguir os próprios instintos.

Escolher uma atitude positiva frente à vida. Acreditar sempre que é possível a superação de todos os obstáculos. Entre diferentes emoções eleger a mais criativa e confiante. Essas são as premissas que fazem de você um ouvinte atento e preparado para a própria intuição. As conseqüências dessas atitudes são uma vida mais rica e plena, que só pessoas "acordadas" podem ter.




Dulce Magalhães

Ph.D. em Filosofia com foco em Planejamento de Carreira pela Universidade Columbia (USA); Mestre em Comunicação Empresarial pela Universidade de Londres (Inglaterra); autora dos livros: O foco define a sorte; Manual da Disciplina para Indisciplinados; Superdicas para Administrar o Tempo e Aproveitar Melhor a Vida. Especialização em Educação de Adultos pelas Universidades de Roma (Itália) e Oxford (Inglaterra).



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