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Pausa para um recolhimento é necessária

Redação Vya Estelar 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Deprimir-se não é ser depressivo

por Angelina Garcia

A qualquer sinal de tristeza, melancolia, silêncio, mudança de comportamento, desarranjo físico, lá vem alguém, diretamente ou por meio de algum texto, tentando nos inserir no quadro da depressão. E olha que a lista de sintomas é enorme, podendo nela caber a maioria daquilo que vez ou outra qualquer um sente.

Primeiro, para se definir alguém como depressivo deve estar ocorrendo com ele uma determinada associação desses sintomas, considerando também a sua recorrência e persistência, entre outros fatores. Apenas um especialista pode avaliar. Portanto, não é bom ir acreditando, de cara, em tudo o que se diz a respeito, ou diagnosticar-se com base na própria interpretação de dados aleatórios.

Segundo, deprimir-se não é “ser depressivo”. Uma situação pontual de depressão, ou de alguns de seus sintomas, pode ter diversos motivos, entre eles os momentos de transformação pessoal. Todos nós temos buracos, mas existe diferença entre o deprimir-se na tomada de consciência e busca de resolução para as questões que nos afetam, e a atitude passiva de deixar a depressão ocupar nossos espaços dolorosos. A dor não é menor, apenas diferente, mesmo porque esta última nos impede de sair do lugar.

Terceiro, comportamentos diferenciados ou mudanças de comportamento, como atitudes de recolhimento, por exemplo, que é comum vermos relacionadas à depressão, podem significar uma necessidade do momento, ou uma característica do sujeito. Alguns conseguem manter o diálogo consigo mesmo, e com os outros dentro de si, em meio aos mais diferentes tipos de barulhos, o da cidade grande, o da animada festa, o do som espalhado pelos diversos ambientes da casa, o do almoço de domingo com toda a grande família; enquanto outros precisam do mais absoluto silêncio. É natural que estes busquem mais tempo sozinhos.

Introspeção

Nesse mesmo sentido, há também aqueles que precisam falar o tempo todo para elaborar suas questões, enquanto outros realizam melhor esta elaboração na introspeção.

Havemos, ainda, de considerar a possibilidade de mudanças a que todos nós, felizmente, estamos expostos: fazem-se outras escolhas, selecionam-se coisas e assuntos; o que não quer dizer negar-se ao contato com o mundo externo, apenas exercê-lo de outro modo.

É evidente que há parâmetros apontando o limite do saudável. Não deve ser desprezado. Se a falta ou excesso de apetite, a insônia, a irritabilidade, a indisposição física, a queda ou a nulidade na produção e o desinteresse por tudo persistirem mais que o tempo necessário para se começar a vislumbrar saídas para as aflições, é hora, sim, de procurar ajuda

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