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Superguia sobre meditação yogue - Parte III

Redação Vya Estelar 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
Na prática meditativa o controle respiratório é fundamental

por Gilberto Coutinho

Este e o terceiro texto de: Superguia sobre meditação. Para acessar o primeiro - clique aqui; Para acessar o segundo - clique aqui;

14) Com que frequência se deve meditar?

Resposta: Para que sejam alcançados resultados efetivos, o ideal é que essa prática seja diária, pelo menos durante 20 minutos.

15) O que é pránáyáma?

Resposta: Segundo o Sutra 49, do capítulo III – “Tasmin (tal, a postura) sati (existência) svasa (da inspiração) prasvasayoh (expiração) gati (dos movimentos) vicchedah (suspensão, interrupção) pranayamah (controle ou regulação da respiração).” Ou seja: “O controle da respiração (pránáyáma) compreende a interrupção dos movimentos de inspiração e expiração, que ocorre espontaneamente, de modo seguro (refere-se ao quarto e mais elevado dos pránáyámas).”

Consiste no controle da respiração e do prâna (bioenergia). Quando o yogue atinge esse estágio, além da inspiração e expiração, alcança a lucidez, e a quietude mental está mais próxima também de ser alcançada, pois a mente torna-se mais apta para a prática de concentração. O prâna (força vital, bioenergia ou energia da vida presente no universo que sustenta o corpo) passa a fluir e a nutrir o organismo além da respiração.

Na Índia, muitos yogues demonstram a capacidade de permanecer sem respirar (fisiologicamente) por um longo período. Existem relatos de que alguns foram enterrados vivos (como demonstração de seu controle) por algumas horas, ou até mesmo dias; ou, diante de cientistas, permaneceram serenos numa câmara hermeticamente fechada e completamente sem oxigênio por algumas horas, sem que os seus cérebros tivessem sofrido algum tipo de lesão; isso demonstra o completo controle da respiração e do prâna a que Patañjali se referiu no Yoga Sutras. Vyasa fez o seguinte comentário: “Quando o intento alcança a cessação dos movimentos de inspiração (beber o ar externo) e expiração (jogar para fora o ar interno), resulta o controle da respiração.”

16) Qual a importância do controle respiratório?

Resposta: O controle, ou a regularização da respiração (pránáyáma), é preliminar ao controle das faculdades mentais que envolvem prátyahára (desligamento dos sentidos), dhárana (concentração) e dhyána (meditação). Sua prática é indispensável para a mente alcançar o estado de concentração. Uma vez conquistado o domínio sobre a posição escolhida para a meditação (dhyanásana), o praticante poderá, então, dedicar-se ao controle da respiração e do prâna, através de exercícios respiratórios do Yoga.

17) Qual a razão de se desligar dos sentidos para se atingir a meditação?

Resposta: Os cinco sentidos reagem constantemente ao mundo exterior. O yogue deve aprender a desligar a atenção dos órgãos dos sentidos, para que a sua mente não seja afetada e se acalme, objetivando desenvolver a concentração e alcançar o estado de meditação. Segundo o Sutra 54, do capítulo II – “Sva (seus próprios) visaya (objetos) asamprayoge (não entrar em contato com) cittasya (da mente) svarupa (a natureza) anukarah (a continuação de) iva (como ele era) indriyanam (os sentidos) pratyaharah (é a abstração).” Ou seja: “Abstração (prátyahára) ocorre quando os sentidos não estão mais em contato com os seus objetos e assumem a própria natureza da mente.” Pratyahara confere o completo controle sobre os sentidos.

18) Como alcançar o estado prátyahára?

Resposta: Sente-se num lugar tranquilo, feche os olhos e volte a atenção para o interior. Concentre-se na respiração, respire de forma lenta, suave e profunda, prolongando a entrada e a saída do ar dos pulmões e, gradativamente, desligue-se dos sentidos. Ao se interiorizar, a atenção se distancia da percepção corporal, dos sentidos. Prátyahára é a abstração dos sentidos.

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