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Fisioterapeuta do sono pode auxiliar no tratamento de apneia

Juliana Prestes Mancuso 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
40% da população mundial sofre de algum tipo de distúrbio do sono

por Juliana Prestes Mancuso

O sono deve satisfazer uma necessidade biológica básica do organismo humano. Passamos um terço de nossa vida dormindo. Uma pessoa de setenta anos passa em média mais de vinte anos dormindo.

O cérebro é um meio elétrico continuamente em atividade. Adormecer descansa o corpo, alivia os problemas emocionais, mas para o cérebro, é um período de intensa atividade. Enquanto o indivíduo dorme, ocorre a liberação de diversos hormônios que são responsáveis pela regulação de todo sistema cardiovascular e que também são responsáveis pela fixação da memória e do aprendizado.

Durante as diversas etapas do sono, o cérebro desliga certos circuitos que funcionam mais durante o período em que está acordada e, ao mesmo tempo, liga outros neurônios que vão zelar pelo organismo durante o repouso. Porém, grande parte das pessoas apresenta ocasionalmente, problemas para dormir devido a preocupações em várias áreas da vida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que 40% da população mundial sofre de algum tipo de distúrbio do sono.

Os índices preocupam, pois pessoas com problemas para dormir podem, com o passar dos anos, apresentar:

- hiperssonolência diúrna;
- déficit de atenção;
- ansiedade;
- alteração de memória;
- estresse;
- alterações do humor e aumento de peso.

Ao longo do tempo, esses sintomas podem levar a distúrbios metabólicos, como por exemplo, diabetes e alterações cardiovasculares (hipertensão, infarto, acidente vascular encefálico) o que aumenta os riscos à saúde da população.

Insônia: causas

A insônia pode ter várias causas, é um sintoma que pode transcorrer de transtornos emocionais, uso de psicoestimulantes, doenças psiquiátricas, alcoolismo etc.

Quem fica acordado quando deveria estar dormindo, seja por algum distúrbio de saúde, por obrigação, estilo de vida ou mesmo motivos externos, tem uma "conta" a resgatar com o organismo.

A real incidência da (SAOS) Síndrome da Apneia Obstrutiva ou simplesmente apneia do sono -- quando a respiração para e recomeça repetidas vezes durante o sono; na realidade há uma falha e a respiração para durante um tempo que pode ser curto ou longo, aí é que está o perigo -- na população é desconhecida. A SAOS pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas seu pico de incidência situa-se entre os 40 e 50 anos de idade. A obesidade é o principal fator de risco para a síndrome; cerca de 2/3 dos pacientes com SAOS são obesos.

O fisioterapeuta do sono atua nos distúrbios do sono que afetam até um terço da população adulta, e a síndrome da apneia obstrutiva (SAOS) corresponde a 70% dos atendimentos.

A SAOS é reconhecida como importante causa do aumento da morbidade e da mortalidade em seus portadores. É uma síndrome crônica, evolutiva, com alta taxa de morbidade e mortalidade, apresentando um conjunto sintomático múltiplo que vai desde o ronco até a sonolência excessiva diurna, diminuição do desempenho cognitivo, até risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e doenças metabólicas com repercussões neurológicas e comportamentais.

É uma situação complexa que muitas vezes requer uma inter-relação de várias áreas médicas, tanto no diagnóstico quanto no tratamento.

Considerando que a apnéia obstrutiva do sono está associada ao aumento do risco fatal e não fatal de um evento cardiovascular, com maior propensão à morte súbita durante o sono e aumento de risco para Acidente Vascular Cerebral (AVC), as implicações da SAOS não tratadas podem ser desastrosas para o indivíduo e para a sociedade e não podem ser ignoradas.

Um programa de fisioterapia, baseado na avaliação do nível de estresse e atividades de vida diária, pode ajudar quem apresenta uma má qualidade do sono, insônia ou apneia do sono.

Os fisioterapeutas também podem atuar em escolas, mostrando o horário de estudo mais adequado para cada faixa etária e adaptando o ambiente de estudo dos alunos. As empresas com trabalhadores noturnos, como caminhoneiros, têm procurado os profissionais fisioterapeutas, que atuam no esclarecimento de práticas e hábitos que podem evitar acidentes de trabalho e problemas de saúde, e indicam exercícios e atividades que melhoram o sono.




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Juliana Prestes Mancuso

É formada pela Universidade Anhembi Morumbi, especializada em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica pelo Instituto Cohen de Ortopedia e Medicina Esportiva, Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida, Fisioterapia do Sistema Musculoesquelética pela Universidade São Marcos e em acupuntura e medicina chinesa pelo Centro Científico Cultural Brasileiro de Fisioterapia. É responsável pelo site e grupo de discussão Fisioterapeutas Plugadas.



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