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Cinco perguntas para você fazer e descobrir se sua relação está falida

Tatiana Ades 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Não podemos modificar o outro

por Tatiana Ades

Às vezes é muito difícil percebermos se estamos pisando em terra firme, num relacionamento ‘saudável e pacífico’ ou se estamos insistindo em algo falido, tentando modificar o que está inatingível de ser consertado.

Acho importante fazermos algumas reflexões com objetivo de sabermos definir se devemos prosseguir e insistir na relação ou se é hora de assumir que o final chegou e partir para outra.

Por isso questione-se e reflita:

1ª) Você sente que está doando mais do que 50% e recebendo menos? Quanto você está doando e quanto está recebendo?

2ª) Sente-se pressionada(o), desanimada(o), estressada(o) quando está com a pessoa e mesmo assim insiste em modificar esses sentimentos?

3ª) Vocês traçam metas e compartilham de sonhos conjuntos ou cada um está vivendo totalmente por conta própria, a única coisa que dividem são as contas?

4ª) Os seus limites estão sendo respeitados, você respeita os limites do outro ou as brigas e a falta de sinceridade, limites e ética não estão mais presentes entre vocês?

5ª) Sente que as brigas se tornaram constantes? Essas brigas estão ganhando a luta contra a sinceridade, o diálogo e o respeito?

A melhor forma de resolver um problema é sermos honestos conosco, não fingir que tudo está tudo bem quando o caos impera. Dialogar com o parceiro é essencial. Se ambos concordarem em tentar levar adiante o que está desmoronando, ótimo, se apenas um dos dois está disposto a fazer concessões, tentar melhorar o que está ruim, nesse caso não há como prosseguir. É preciso dos dois para que a situação possa voltar à harmonia. Uma pessoa sozinha não consegue modificar a situação do casal e, principalmente, modificar o outro: ninguém muda ninguém.

Reflita, dialogue, exponha seus sentimentos ao outro, perceba se ele (a) está disposto (a), assim como você a lutar pelo relacionamento; perceba se você está disposta (o) a realmente lutar também ou se a sensação de término te traz alívio.

Pense... uma relacionamento é saudável quando doamos 50% e recebemos 50% , quando ambos estão traçando metas conjuntas, batalhando para que o sentimento não morra. A sensação de harmonia entre o casal é o melhor termômetro para saber quando estamos falidos ou não em nossa relação.

E caso a relação de fato esteja falida, precisamos erguer a cabeça e recomeçar. A partir dessa experiência é possível perceber o que iremos aceitar ou não no próximo relacionamento, o que não iremos mais admitir, o quanto precisamos nos valorizar, quais serão os nossos reais limites, o quanto estaremos dispostos a ceder.

Independente de estarmos sozinhos ou acompanhados, o que vale é a paz interior. Por isso faça uma limpeza interna, tenha lucidez e persiga isso de forma honesta. Afinal, o que vale é a nossa felicidade, independente do nosso estado civil e regras sociais.




Tatiana Ades

É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.



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