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Violência doméstica: quando o filho agride a mãe: como proceder?

Blenda de Oliveira 01/01/2016 PSICOLOGIA
Nessa condição, não é aconselhável que mãe e filho morem juntos

por Blenda de Oliveira

"Tenho um filho de 21 anos. Ele é muito agressivo comigo. Sou divorciada, já deu até policia devido a várias brigas em casa. Ele não é viciado; já foi morar com o pai, mas eu, com dó, o aceito de volta, mas não adianta. Já tentei levá-lo ao psicólogo, mas ele não quer ir."

Resposta: Este problema poderá ser resolvido em duas etapas.

Etapa 1

Talvez não seja indicado que vocês morem juntos, pois ele precisaria estar em tratamento. Essa é, talvez, a maior condição. Acho arriscado mantê-lo com você. Se ele morar com o pai, fica mais seguro combinar de se encontrar duas vezes na semana e, de preferência, em local público.

Por algum motivo, o seu filho entende que pode ser violento com você e, dependendo da força dele, você não terá como se defender. Se já houve polícia para intervir, é sinal que as coisas já atingiram um limite que põe sua segurança e a dele em risco.

Estapa 2

Para morar com você, ele precisaria estar em tratamento, vocês dois em terapia familiar e só depois de algumas avaliações em conjunto, poderiam decidir por dividir ou não a mesma casa.

Considere a possibilidade de vê-lo apenas em visitas rápidas e sempre com alguém por perto. A situação descrita por você é séria e requer cuidados. O seu amor de mãe não é suficiente para conter a situação da violência doméstica.

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Blenda de Oliveira

Doutora em psicologia clínica pela PUC-SP. Psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). Psicoterapeuta de adultos, adolescentes, crianças, famílias e casais. Atuante como Life Coaching em diversas áreas, utilizando essa metodologia para colaborar nos processos de sucessão familiar nas empresas.



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