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Ele tem o fetiche de me ver acariciar outra mulher. O que faço?

Margareth dos Reis 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Margareth dos Reis

"Olá, preciso de um conselho! Meu namorado tem um fetiche, que é me ver acariciando outra mulher. Acredito que ele tenha um distúrbio muito sério devido à ausência do pai na infância. Como devo prosseguir?"

Resposta: Vamos começar falando da crença que você tem em razão da fantasia do seu namorado.

Pode ser precipitado ou até infundado atrelar tal fantasia a um distúrbio por conta da ausência do pai dele na infância, porque fantasias sexuais todos podem ter, e as mais variadas possíveis!

Dito isto, podemos entrar no mérito de suas dúvidas e sensações: imaginar duas mulheres se acariciando (e/ou transando) e a participação do homem nesse cenário erótico com elas se dispondo a oferecer o máximo de prazer a ele: é a mais comum de todas as fantasias sexuais masculinas.

Todavia, a verbalização de uma fantasia não implica, necessariamente, em intenção de colocá-la em prática. Assim como, mesmo que haja intenção, nem toda dupla que compartilha uma fantasia sexual se encontra preparada para concretizá-la. Ou seja, falar que gostaria de vivenciar algo mais ousado sexualmente nem sempre tem a finalidade de chegar à prática, e nesse caso a fantasia pode permanecer, mesmo depois de verbalizada, apenas como fantasia, no plano das imagens.

Além disso, falar é uma coisa e fazer é outra bem diferente! Aqui a pessoa pode declinar da prática ao pensar nas consequências que sua fantasia sexual pode ter ao se tornar realidade. Outra coisa ainda, é que, não basta querer envolver uma terceira pessoa em uma prática sexual, isso tem que ser desejado (e vivenciado com a expectativa de prazer), por todos os participantes.

Quando a fantasia é compartilhada pelo casal (e por quem mais fizer parte), e suas consequências bancadas sem angústias desnecessárias por todos os envolvidos, as coisas tendem a ficar sob controle. Mas, se não há interesse comum na ousadia sexual, é preciso evitar o risco de participação para agradar o outro ou de problematizar uma coisa que foi revelada, e não imposta.

O que o casal deve ponderar sempre é o seu potencial para vivenciar o prazer possível para ambos sem deixar o relacionamento “desandar”!

Para finalizar, o prazer sexual na vida a dois tem que estar associado a iniciativas consentidas por ambos com combinações que não impliquem em riscos de agredir qualquer uma das partes.

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Margareth dos Reis

É Psicóloga Clínica, Terapeuta Sexual e de Casais no Instituto H.Ellis-SP; psicóloga no Ambulatório da Unidade de Medicina Sexual da Disciplina de Urologia da FMABC; Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; epecialista em Sexualidade pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana – SBRASH; autora do livro “Mulher: produto com data de validade” (ED. O Nome da Rosa) Mais informações: www.instituto-h-ellis.com.br

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