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Modo de encarar a vida influencia articulações

Juliana Prestes Mancuso 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
Depressão é uma doença do corpo inteiro, não só do cérebro

por Juliana Prestes Mancuso

Dores crônicas, musculares ou abdominais que não respondem ao tratamento podem ter uma explicação inesperada, podem ser sintoma de depressão.

Depressão é uma doença do corpo inteiro, não só do cérebro. Apesar de os sintomas mais conhecidos serem tristeza, sensação de vazio, desânimo e diminuição dos campos de interesse; para muitos doentes, a depressão traduz-se de forma física: alterações no padrão de sono, cansaço constante e até dor.

A mulher tem mais facilidade em expressar as emoções e até reconhece quando precisa de ajuda. Esse é um dos fatores que talvez explique por que há mais mulheres do que homens com depressão diagnosticada.

As alterações hormonais típicas da menstruação, do período pós-parto e da menopausa também contribuem para a aparente maior incidência da doença nas mulheres. Nos homens há mais resistência para procurar acompanhamento.

Mas a razão pela qual a depressão atinge uns e não outros em semelhantes situações de fragilidade não é clara. No entanto, sabe-se que os seus principais desencadeadores são uma predisposição genética e situações de estresse psicossocial.

O diagnóstico precoce da depressão (feito por médico psiquiatra) é o primeiro passo para controlar a doença. Para tal, é fundamental tratar os sintomas de uma forma ampla, para que o doente se recupere de forma a retomar a sua funcionalidade e qualidade de vida.

O corpo fala

O nosso corpo fala e ele é bem claro! O corpo humano devido a constantes transformações que a própria medicina não consegue explicar, vem sendo estudado há milênios. A doença sempre foi um mistério diante do qual todos os grandes sonhos perdem a força e o mundo passa a parecer nublado. A mente humana descobre, cada vez mais, o poder da alta tecnologia e avança destemidamente para fora do planeta em busca da verdade ou fragmentos dela; mas sem dúvida esta pergunta está e sempre esteve dentro de nós, “onde está a felicidade”?

Um exemplo que sempre dou aos meus pacientes sobre este tema é que uma simples dor no ombro pode sinalizar um início de depressão. As articulações simbolizam a gratidão no relacionamento humano e facilidade para compreender as mudanças obrigatórias no seu rumo. Quanto mais natural e confortador for seu jeito de encarar e aceitar a vida, mais saudáveis serão as suas articulações.

No consultório trabalho diariamente com doenças articulares das mais diversas possíveis e quase sempre identifico um depressivo pelo seu modo de encarar um problema e a vida em si. Em geral esse não sente gratidão e alegria pelas coisas simples, não reconhece docilmente os favores e gentilezas que lhe dedicam e não percebe a grandiosidade de cada gesto.

Os ombros simbolizam tudo aquilo que carregamos de responsabilidade, e uma vez sendo responsáveis pelas tarefas e serviços de nossa vida, tudo aquilo que visa o bloqueio dos movimentos em nosso trabalho, causará uma somatização mostrando a amargura por não podermos desenvolver ideias, criatividade e o desempenho de ideais. Enfim, isso é acreditar que os outros podem nos atar diante de nosso caminho, que somos mecânicos, limitados.

Segundo a psicossomática, as hérnias de disco que tanto incomodam nossa coluna indicam uma indecisão perante às mudanças da vida. A pessoa se sente totalmente desamparada e seus pensamentos a deprimem, pois impossibilitam que ela encontre uma saída para a situação em que se encontra.

Portanto, quanto mais compreensivo e flexível com nossas atitudes nós formos, melhores e mais livres serão nossas articulações. Articulem-se com sabedoria!

* Psicossomática: área da medicina que estuda as relações mente e corpo e a influência dos fatores psíquicos nos distúrbios físicos

Nota do editor:

Caso você sinta uma tristeza, seguidamente por semanas, é aconselhável procurar um psiquiatra para uma cuidadosa avaliação.




Juliana Prestes Mancuso

É formada pela Universidade Anhembi Morumbi, especializada em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica pelo Instituto Cohen de Ortopedia e Medicina Esportiva, Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida, Fisioterapia do Sistema Musculoesquelética pela Universidade São Marcos e em acupuntura e medicina chinesa pelo Centro Científico Cultural Brasileiro de Fisioterapia. É responsável pelo site e grupo de discussão Fisioterapeutas Plugadas.



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