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Para que serve o Dia Internacional do Idoso?

Elisandra Vilella G. Sé 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
O mundo está pronto só para os jovens

por Elisandra Vilella G. Sé

1º de outubro é o Dia Internacional do Idoso. É importante ressaltar que o idoso tem um papel importante em todas as sociedades. Eles são líderes, trabalhadores, aposentados, detentores de sabedoria, avós, cuidadores e voluntários.

O número e a proporção de idosos cresce rapidamente. Nas últimas três décadas, o número dobrou. Em 2050, a população mundial de pessoas com idade superior a 60 anos chegará a um total de dois bilhões, o que significará uma importante mudança no perfil demográfico do mundo, com consequências para todos.

Trata-se de um fenômeno extraordinário com consequências para cada comunidade, cada instituição e cada pessoa, jovem ou velha. Com o aumento da população idosa, multiplicam-se os desafios, tais como: acesso à educação; desfrutar de uma boa longevidade e boa saúde física e mental; participação ativa dos idosos na sociedade; combate ao abuso, à negligência, violência e maus tratos, combate à falta de respeito e discriminação de que são vítimas os idosos; inserção do idoso no mercado de trabalho etc.

A ONU – Organização das Nações Unidas – vem lutando pelos direitos e bem-estar das pessoas idosas com um Plano de Ação sobre o Envelhecimento. Este ano a ONU celebra as conquistas do Desenvolvimento do Milênio, um plano básico para melhorar as vidas das pessoas que tem como objetivo maior o bem-estar da população idosa em todo o mundo. Em muitos países, os idosos têm se beneficiado de menores taxas de pobreza e de fome, maior acesso a medicamentos e serviços de saúde e de ensino superior e oportunidades de emprego.

No entanto, o progresso tem sido irregular com relação ao Plano Básico do Desenvolvimento do Milênio em todos os países e regiões. Por exemplo, nos países em que as pessoas idosas são mais afetadas pelo HIV são os avós que têm de lidar com o cuidado de seus netos órfãos. Já na África, 20% das mulheres rurais com mais de 60 anos são as únicas fornecedoras para seus netos. Essas pessoas que assumem outras responsabilidades, além de terem de cuidar de sua própria saúde, muitas vezes por motivos não normativos, ou seja de forma não prevista, inesperada e geralmente sem muitos recursos e apoio, quanto muito contando com suas pensões, conseguem pelo menos a mera sobrevivência.

Quanto à inserção do idoso no mercado de trabalho, a ONU propõe uma mudança de paradigma para resolver o grave problema de envelhecimento da população e evitar a quebra dos sistemas de previdência nos países mais pobres. Essa recomendação consta no Plano de Ação Internacional, aprovado pela ONU durante uma conferência que discutiu exclusivamente os problemas relacionados aos idosos do mundo. O plano estabelece a necessidade de promover uma abordagem positiva do envelhecimento e de superar os estereótipos que estão associados aos idosos.

Assim o Dia Internacional do Idoso serve para:

- homenagear as pessoas idosas, comemorar as conquistas;

- conscientizar todas as populações sobre a importância das mudanças de atitudes para com os idosos;

- instituir reflexões acerca das necessidades dos idosos e buscar formular estratégias, políticas e práticas em todos os setores, buscando concretizar as enormes potencialidades do envelhecimento no século XXI;

- que os idosos se realizem plenamente em seus direitos, consigam envelhecer com segurança e dignidade, participando na vida econômica, política e social tendo a oportunidade de se desenvolver até nos últimos anos de vida.

Os idosos não são uma categoria à parte, todos nós continuamos a nos desenvolver, envelhecemos dia a após dia e aos jovens cabe saber que devemos oferecer o carinho e atenção aos mais velhos. O mundo está pronto para os jovens, porque existiram outros jovens que hoje estão em outra fase da vida, a velhice. E ela uma dia nos terá. É inevitável o curso da vida.




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Elisandra Vilella G. Sé

Fonaoudióloga pela Faculdade Tereza D'Ávila de Lorena (FATEA/USC) (1995), Mestre em Gerontologia pela Faculdade de Educação da UNICAMP (2003); Doutorado em Linguística - Área de Neurolinguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP (2011); Especialista em Educação em Saúde para Preceptores do SUS pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês (2013); foi pesquisadora visitante na Associação Alzheiemr Portugal em Lisboa (2013); Coordenadora da ABRAZ - Associação Brasileira de Alzheimer - sub-regional Campinas e Jaguariúna.



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