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Crise gera morte e renascimento

Redação Vya Estelar 01/01/2016 ENTREVISTAS
Não existe uma pior crise

"A luz virá quando estivermos prontos para fechar uma página e fortes para abrir outra". A frase está no livro 'Crises!' Ed. Gente dos consultores de empresas Gustavo Boog e Maysa Marin. Trocando em miúdos, seria encarar a crise como um processo de uma pequena morte: morreu aquele emprego, aquele namoro... Crise gera morte e renascimento.

Nesta entrevista ao Vya Estelar Gustavo e Maysa desvendam os mecanismos da crise, apontam caminhos para conviver, tirar proveito, antecipar e sair delas. De quebra, um teste para você avaliar como reage diante de uma crise e questionários para você refletir sobre suas relações pessoais e sua vida profissional.

Vya Estelar - O que vem a ser a crise?

Gustavo e Maysa - As coisas que fazíamos de um determinado jeito e que sempre davam certo, de repente começam a não dar certo. As soluções que adotávamos e resolVyam determinadas situações, já não trazem os resultados esperados. Um empregado numa empresa que era até então, bem sucedido, pode perder o emprego se não se reciclar. Muitas vezes as crises dão sinais. Por exemplo, é evidente que, no mundo atual, quem não se preocupar com informática vai perder seu emprego.

Incapacidade de lidar com o inesperado causa crise

Vya Estelar
- Qual é a origem da crise?

Gustavo e Maysa - As crises pessoais podem ter duas origens:

De fora para dentro

São desencadeadas por acontecimentos de forte impacto, como um acidente, uma doença grave, a morte de um ente querido e a perda de emprego.

De dentro para fora

São consideradas "naturais", uma vez que se relacionam às fases da vida, idade, sexo e busca de um lugar na sociedade.

Vya Estelar - Quais são as fases da crise?

Gustavo e Maysa - A primeira fase é a da negação e de isolamento. A pessoa pensa: "Não é possível que isto tenha acontecido comigo." Na segunda fase a pessoa fica com raiva. No caso de uma doença, com raiva de Deus; na perda de um emprego: raiva do patrão e na perda de um relacionamento: raiva do parceiro. A terceira fase é a da barganha: fazer promessas para se curar, ver o que pode extrair da empresa, com a demissão, ou ver o que pode ser resgatado no namoro. A quarta fase é a da depressão, o fundo do poço. E a quinta fase é a da aceitação, a porta de saída da crise. É deixar o velho morrer e ingressar, de braços abertos, no novo.

Não existe uma pior crise. A crise é como uma dor e a pior dor é aquela do momento

Vya Estelar - Quais são os principais tipos de crise?

Por Gustavo e Maysa

Pessoal - Ligada a nossos relacionamentos mais próximos, geralmente envolve pessoas de nossa intimidade e/ou aspectos amorosos.

Profissional - Relacionada a nossa atividade na carreira, abrange a sobrevivência, segurança, grupo de trabalho, auto-estima e auto-realização.

De valores - Ocorre quando há questionamentos internos, geralmente não visíveis aos outros. Geralmente, repensamos e redefinimos os padrões de percepção e conduta. É também chamada de crise da meia-idade, mas pode surgir em qualquer época.

Vya Estelar - Como se antecipar às crises?

Gustavo e Maysa - Ficar esperto. Realimentar o horizonte com planejamento. Ver os sinais que aparecem. Se informar Vya internet e mídia em geral. Nos relacionamentos, um diálogo aberto e verdadeiro com troca de informações.

Vya Estelar - Qual é o primeiro passo que a pessoa tem que dar para sair de uma crise?

Gustavo e Maysa - Se conscientizar que está em crise, para não brecar tudo. Você está em crise, mas tem que continuar vivendo. O fundamental é entender o foco e começar a agir. Aceitar a crise, pois às vezes as pessoas tendem a negar que estão vivendo uma crise conjugal, por exemplo.

Vya Estelar - Como lidar com uma situação destas?

Gustavo e Maysa - O processo para lidar com as crises, fazendo delas oportunidades de crescimento e, não de amargura, envolve três etapas. O pensar, o sentir e o agir.

Pensar: formar um quadro daquilo que são possibilidades, para a crise gerar uma nova oportunidade. Vendo quais oportunidades podem ser aproveitadas.

Sentir: o pensar é racional e lógico e o sentir é "brincar" com cada uma das opções ou possíveis oportunidades, descobertas pelo pensar. Perceber como é que se sente vivenciando cada uma delas. "Sentindo" o custo-benefício de cada alternativa.

Agir: simbolicamente é colocar-se em movimento e concretizar. No caso da perda de um emprego, se informar, falar com pessoas que trabalham na área em que deseja ingressar, conhecer os meandros do novo negócio. Pensar, sentir e agir é fundamental para refletir sobre o que é ideal; para não perder tempo e dinheiro e dizer: "Não era bem isto que eu queria".

Vya Estelar - O que vem a ser a técnica dos cinco dedos?

Gustavo e Maysa - Trata-se de uma técnica para a pessoa agir. Puxar a pessoa para uma ação concreta.

Dedos

Polegar
: é a ação

Indicador: aquilo que pretendemos alcançar

Médio: a situação atual

Anular: o compromisso de mudança

Mínimo: o prazo

É fundamental não se colocar como vítima diante das crises

Vya Estelar
- Como transformar uma crise em crescimento?

Gustavo e Maysa - Toda crise traz riscos e oportunidades. Nossa postura pessoal, em grande parte, é que vai determinar os novos rumos. Ver o lado positivo. Por exemplo: perder o emprego pode ter sido a melhor coisa. Pois forçou você a gerenciar seus recursos, usar seus potenciais e de repente encontrar, a partir daí, um caminho profissional melhor. É fundamental não se colocar como vítima diante da crise. Isto exige um desapego ao que era conhecido.

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