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Os 22 inimigos do casamento

Rosemeire Zago 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Falta de diálogo com o companheiro é uma das causas mais comuns de conflitos

por Rosemeire Zago

Todas as emoções afetam nosso organismo como um todo. Porém, o que mais dificulta em manter o equilíbrio emocional, é quando o coração não vai bem. Ou seja, quando a relação afetiva deixa a desejar.

Parece que quando amamos, nos deixamos de lado e só vemos o ser amado. Fazemos de tudo para agradá-lo e ainda assim, parece que nunca conseguimos. A insatisfação no relacionamento pode ter várias causas, mas para identificá-las, é preciso muita coragem para olhar para aquilo que tem nos feito mal e que muitas vezes por medo do que pode ser identificado, fugimos como se nada estivesse acontecendo.

Resultado: fugimos, seja trabalhando mais, comendo mais, nos envolvemos em relações passageiras para evitarmos o vínculo. Fazemos de tudo para evitarmos pensar e principalmente sentir. Assim, vamos nos machucando cada vez mais, acumulando mágoas e ressentimentos, sentindo como se não fôssemos dignos de sermos amados. Mas será que tem que ser sempre assim? Não, com certeza não!

A falta de diálogo com o companheiro é uma das causas mais comuns de conflitos e o caminho mais certo para uma separação. Mas se você não deseja que isso aconteça, é possível reconstruir. Porém, se não consegue conversar nem consigo mesmo, como irá querer se comunicar com o outro? Algumas pessoas chegam ao máximo de não conversarem nem sobre suas dificuldades sexuais. Como podem fazer amor se não podem falar sobre o assunto?

A falta de cuidado com o outro, com a relação, não conseguindo perceber as necessidades dele, também é um fator de desgaste no relacionamento, que acaba sendo consumido pela rotina do dia a dia.

Abaixo estão outras causas que podem interferir na sua relação. Procure identificá-las no seu relacionamento.

Os 22 inimigos do casamento

- Medo
- Insegurança
- Carências afetivas
- Conflitos internos que refletem na relação
- Falta de romantismo, carinho, atenção, cuidado com o outro
- Falta de confiança, diálogo, comunicação
- Falta constante de demonstração de amor
- Falta de desejo, atração
- Desinteresse pelo que o outro diz, faz ou sente
- Brigas crônicas (repetitiva e sem gerar mudança)
- Ciúme sem motivo e desproporcional
- Interferência familiar
- Agressividade
- Inveja
- Traição
- Desprezo
- Indiferença
- Rotina
- Mentira
- Egoísmo
- Crises financeiras
- Sem dúvida, falta de amor!

Diante dessa lista, é possível fazer muitas coisas. Primeiro é preciso identificar as possíveis causas que estão corroendo seu relacionamento. Para isso você poderá responder as seguintes perguntas:

- Se há brigas, quais são os motivos? São sempre os mesmos?

- Se não há brigas, mas há o silêncio, a indiferença, o que pode estar por trás disso?

- Como você tem alimentado sua relação?

- O que você têm feito para a construção da relação?

- Você conversa com seu companheiro sobre seus sentimentos?

- Seu companheiro se interessa pelo que você faz, e principalmente pelo que você sente?

- Você se interessa pelo que ele faz e pelo que ele sente?

- Seus sentimentos são respeitados e considerados importantes por ele? E você, respeita os sentimentos dele?

- O que você sente quando está ao lado dele? E quando está longe?

- Pense em como você gostaria que fosse sua relação afetiva. Agora compare como está atualmente. Há muita diferença entre o que gostaria e está hoje?

Responda essas perguntas com toda sinceridade e depois reflita sobre as respostas. Pode ser que elas te ajudem a identificar as causas dos desentendimentos e de sua tristeza.

Com tudo isso claro em sua mente, procure seu companheiro para uma conversa franca e redefinam pontos importantes, onde os dois possam ouvir e perceber as necessidades do outro, tanto como as suas próprias. É preciso investir sempre, fazendo algo que surpreenda e deixe o outro feliz e isso só você mesmo poderá saber por onde começar!

Lembre-se: "Há três possibilidades de mudança na relação: o eu, o outro, a relação. A única que depende exclusivamente de você é o eu! O outro depende dele. E a relação dos dois."

Esse texto é dirigido a homens e mulheres, embora esteja no masculino




Rosemeire Zago

Psicóloga com abordagem junguiana com especialização em psicossomática. Desenvolve uma abordagem voltada para o autoconhecimento e criança interior.



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