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Crianças podem ser vegetarianas?

Redação Vya Estelar 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
Ser vegetariano requer equilíbrio e bom senso

por Ana Cristina Mendes

As mulheres vegetarianas que seguem uma dieta vegetariana radical devem prever, na gravidez e amamentação, uma mudança em seus cardápios para garantir um suprimento nutricional adequado durante o período gestacional para ela e para o bebê.

Os pais devem consultar um nutricionista a respeito da alimentação da criança. Considera-se que habitualmente, uma dieta ovolactovegetariana (dieta que inclui laticínios e ovos) balanceada atende satisfastoriamente às necessidades da infância, bem como da adolescência. Entretanto, as dietas vegetarianas radicais (exclusivamente vegetais) não são recomendadas para bebês e crianças muito pequenas, pois podem prejudicar o crescimento e o desenvolvimento dos mesmos. A subnutrição na infância expõe a criança ao risco de uma saúde precária ao longo de toda a vida, sujeita a doenças infecciosas, raquitismo, anemia por deficiência de ferro, entre outros distúrbios.

Benefícios

· Os vegetarianos não têm muita tendência à obesidade ou às doenças cardíacas; sua pressão arterial geralmente é mais baixa e apresentam menos problemas intestinais do que as pessoas que consomem carne.
· A alimentação vegetariana é mais colorida e rica em nutrientes, o que pode ser um atrativo para as crianças (um prato cheio de cores e formas)
· A alimentação vegetariana utiliza com moderação os recursos naturais

Riscos

· Nas dietas rígidas, podem faltar alguns nutrientes essenciais e vitais para o organismo
· As dietas restritas a alimentos vegetais podem ser inadequadas às crianças podendo trazer riscos ao seu crescimento e desenvolvimento e favorecendo o aparecimento de algumas carências nutricionais graves como raquitsimo, anemia, etc.

O que é vegetarianismo e seus diversos tipos

O vegetarianismo tem hoje muitos adeptos entre as pessoas preocupadas com os assuntos ecológicos, como a poluição ambiental, a escassez de recursos naturais e o crescimento populacional, além daquelas pessoas com crenças de ordem religiosa e filosófica.

Apesar de não existirem muitas evidências científicas de que os vegetarianos tenham uma vida mais longa do que as pessoas que consomem carne, esse grupo claramente desfruta de certas vantagens. Para citar um exemplo, a obesidade é rara entre vegetarianos. Provavelmente, porque sua dieta é volumosa e satisfaz rapidamente, é rica em fibras, pobre em gorduras e relativamente baixa em calorias. Os vegetarianos tendem a apresentar um menor nível de colesterol no sangue do que as pessoas consumidoras de carne.

As pesquisas têm demonstrado que uma dieta baseada em cereais, leguminosas, hortaliças, verduras e frutas pode reduzir a incidência de aterosclerose, acidente vascular cerebral e doenças cardíacas. Geralmente, os vegetarianos têm uma pressão arterial mais baixa do que aquelas pessoas que consomem carne habitualmente. Eles dificilmente apresentam quadro de hipertensão, possivelmente por terem um peso controlado e uma dieta rica em potássio.

Distúrbios intestinais, como prisão de ventre e diverticulite são raros entre os adeptos de uma alimentação vegetal rica em fibras. Diversas outras doenças como osteoporose, cálculos renais, cálculos biliares e diabetes em adultos atingem os vegetarianos com menor freqüência. Contudo, a hereditariedade, os exercícios e o ambiente são fatores que também contribuem para o estado de saúde do indivíduo.

Equilíbrio necessário

Os vegetarianos devem combinar cereais, sementes, leguminosas para obter proteínas com todos os aminoácidos essenciais. Os adultos podem chegar ao equilíbrio de aminoácidos através do consumo de proteínas vegetais divididas entre as diversas refeições do dia. Entretanto, as crianças devem receber ambos os tipos de proteínas (vegetal e animal) na mesma refeição para garantir os processos de crescimento e desenvolvimento dos órgãos e sistemas. Os produtos derivados da soja, como o tofu por exemplo, têm importância especial na dieta vegetariana.

Os lactovegetaianos (vegetarianos que se alimentam de laticínios e vegetais), os ovolactovegetarianos e os pescatarianos (que incluem peixes, laticícinios e ovos em suas refeições) conseguem obter facilmente a maior parte dos minerais essenciais de sua alimentação. Tofu, verduras escuras, semesntes, nozes, cereais enriquecidos e grãos integrais e seus derivados são ricos em cálcio, zinco, riboflavina eoutras vitaminas do complexo B. Laticícinios, gema de ovo e peixes fornecem a vitaminas B12.

Cada refeição vegetariana deve conter alimentos ricos em vitamina C para estimular a absorção do ferro: frutas cítricas (laranja, limão, tangerina), vegetais crucíferos (couve, bróbolis, repolho), pimentão, melões, morangos, goiaba, abacaxi, acerola, caju etc. A vitamina D, encontrada na gema de ovo, leite enriquecido e em peixes gordos são fontes são importantes para uma satisfatória absorção do cálcio. A exposição solar ajuda o organismo a produzir a vitamina D.

Para os vegetarianos ortodoxos e os chamados frutarianos (que consomem somente frutas cruas e secas, nozes, mel, azeite de oliva, cereais e leguminosas), é mais complicada a tarefa de ingerir a quantidade suficiente de calorias para suprir a demanda energética do organismo e alcançar uma nutrição balanceada sem a ajuda de suplementos. O risco é ainda maior em se tratando de crianças, sendo imprescindível o apoio de um nutricionista.

Porções grandes de creme de nozes, frutas secas e pães facilitam a manutenção do peso. Leite de soja enriquecido com cálcio ou suco de laranja asseguram o consumo adequado deste mineral. Em geral, os nutricionistas recomendam suplementação de ferro e vitamina B12.

Conclusão: ser vegetariano requer equilíbrio e bom senso.




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