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Podemos desenvolver, a qualquer tempo, atributos pessoais importantes para a conquista de objetivos

Redação Vya Estelar 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Se reconhecer como capaz não é suficiente

por Angelina Garcia

Dedicar-se com afinco à realização de algum propósito nem sempre basta. Alguns aspectos da nossa educação formal ou informal podem ter sido negligenciados e agora estão fazendo falta: sequência, regularidade, continuidade, qualificação, quantificação, síntese, controle e outros. Todos, aliás, funcionando em interdependência. Não adianta culpar os pais, ou os professores, por não nos terem ensinado, ou nos servido de modelo; provavelmente também lhes fizeram falta. Fatores cognitivos, psíquicos, emocionais, circunstanciais, entre tantos, facilitam ou dificultam o desenvolvimento de tais atributos, mas se sua ausência, ou inconsistência, está prejudicando a consolidação de nossos intentos, seja em que idade for, é preciso correr atrás do prejuízo; cada um prestando mais atenção ao próprio funcionamento.

A sequência evita que atropelemos etapas ou paremos no meio do caminho, enquanto a regularidade nos permite lidar com o tempo subjetivo e objetivo, além de nos dar a oportunidade de compreender aquilo que se repete, e poder, assim, acumular conhecimento e transformá-lo em sabedoria; ou seja, não só não repetir os erros, como também fazer melhor sempre.

A continuidade diz respeito à fluidez, à conexão entre uma fase e outra do processo; já a qualificação e a quantificação favorecem a possibilidade de agrupamento e consequentemente de síntese, o que imprime mais discernimento e rapidez às nossas ações.

Muitas vezes nos reconhecemos como capazes e não identificamos as razões pelas quais não conseguimos sair do lugar.

Pensar no conceito que temos sobre a palavra “controle” pode nos ajudar nessa questão. Ela vem associada tanto ao que consideramos negativo como positivo de nossas experiências.

O filho se sente controlado quando a mãe pergunta onde e com quem esteve, ou por que demorou mais que o previsto a chegar. Até os menores se dão o direito de se incomodar ao serem questionados sobre seu rendimento escolar. Todos se dizem responsáveis e capazes de cuidar do próprio nariz.

Na intenção da mãe, no entanto, estão presentes: o cuidado, a preocupação, o desejo do melhor para o filho; o que não descarta algum controle sobre a vida do outro. Umas exageram, passam da conta; outras ficam em dívida, a tal ponto de o filho reclamar que a mãe não liga para ele. Todas buscam acertar, mas para esse ponto exato não há receita, às vezes o doce fica duro demais, outras vezes desanda. Então, vai-se experimentando.

Uma outra face do controle pode contribuir muito para a realização de nossos projetos. Nesse caso, não se trata de sentir-se amarrado, tolhido, nem observado o tempo todo pelo outro, mas, sim, por si mesmo. A princípio, dá mesmo trabalho ficar prestando atenção a cada detalhe do próprio fazer; mas com o tempo, o hábito é incorporado e começa a passar despercebido. Nessa altura já estará rendendo bons resultados. Esse pode ser um dos caminhos para se chegar à sequência, regularidade, continuidade, qualificação, quantificação e síntese, tão almejadas e necessárias ao exercício de nossas capacidades.




Redação Vya Estelar



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