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Ingerir água ajuda a melhorar memória, concentração e atenção

Marta Relvas 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
Falta de atenção e concentração tem um efeito sobre a capacidade de lembrar

por Marta Relvas

Situações vividas no dia a dia como:

Onde deixei meus óculos?

Esqueci de comprar o pó de café...

Como é o nome daquela pessoa?

Esqueci de responder a pergunta tal...

Uma questão não se discute quanto se fala de memória. A memória tem tudo a ver com atenção, concentração e interesse; por conseguinte, com a sobrevivência da espécie humana.

Qual seria então a diferença entre atenção e concentração?

Muitos acreditam que sejam as mesmas coisas. Você pode até não saber a diferença entre uma e outra, mas, com certeza, você deve conhecer a sensação da "ausência momentânea" da memória, que faz surgir pensamentos do tipo: "Não me lembro de ter ouvido o professor falar sobre isso". Ou, ainda, enquanto estuda, percebe que seu pensamento viaja para bem longe do assunto no qual deveria prestar a atenção. Parece que uma força estranha e invisível "sequestra sua mente" no momento em que você mais precisa.

Segundo o psicólogo e neuropsiquiatra Alexander Romanovich Luria, que estudou as relações entre o sistema nervoso e o comportamento humano, concentração é a condição responsável em extrair os elementos essenciais para a atividade mental a que vincula a seletividade do processo mental. A atenção funciona como filtro da percepção. Ela é uma função cognitiva básica. Quando ela está comprometida, todas as outras funções decorrentes dela funcionam precariamente.

E um bom exemplo é o que ocorre com a memória. A falta de atenção e concentração tem um efeito direto sobre a capacidade de lembrar.

Então... Como nosso cérebro decora ou memoriza informações importantes?

A Memória é uma faculdade mental que forma a base do conhecimento humano, está envolvida com a nossa orientação no tempo e espaço, e nossas habilidades intelectuais e mecânicas de procedimentos.

É a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente em dispositivos artificiais (memória artificial).

Os registros são fundamentais para a continuidade das nossas histórias, e nem sempre conseguimos arquivá-los na mente, já que nosso cérebro é seletivo e focado em determinados interesses nesse mundo de muitas informações. Por isso, existe a necessidade do humano estender a sua memória, utilizando ferramentas externas dos aparatos cerebrais.

Quem nunca utilizou recursos para lembrar fatos, eventos, datas de aniversários e até mesmo conteúdos escolares? Ufa! Que bom que existem ferramentas extensivas de memórias fora do cérebro! Como, por exemplo, a memória do celular, caderninho de telefone, diários, dentre outras que nos salvam no momento de sufoco, pois, caso contrário, estaríamos fadados aos insucessos pessoais e sociais ao não registrarmos o que é importante para o nosso dia a dia.

Como afirmo em minhas pesquisas sobre cognição humana: "Um homem sem memória é um homem sem história". Relvas, 2009, pág 18.

Quatro dicas para melhorar a qualidade da memória, atenção e concentração:

1ª) Ingerir água, ela aumenta a limpeza do organismo, promovendo as trocas iônicas das células neurônios e as células sanguíneas. O consumo varia de pessoa para pessoa, pois o excesso de água elimina potássio e a falta de água aumenta a produção de oxalatos. No entanto, os nutricionistas funcionais recomendam consumir aproximadamente dois litros de água por dia (cerca de oito copos) para poder usufruir de seus benefícios à saúde.

2ª) Tente manter um sono em ambiente arejado, limpo e de preferência sem ruídos externos. Lembrando que não é a quantidade de horas dormidas e sim a qualidade dessas horas.

3ª) Realizar exercícios de relaxamentos auxilia bastante, pois é uma prática psicossomática que ajuda a aliviar as tensões físicas e adquirir um equilíbrio mental.

4ª) Jogos de erros, além de desenvolver o hábito de observar os detalhes em gráficos, imagens, fotos, lugares, etc.

Todos esses exercícios não lhe exigem muito tempo para a execução, mas exigem continuidade dos atos.




Marta Relvas

É Bióloga, Dra e Ms em Psicanálise, Neuroanatomista, Neurofisiologista, Psicopedagoga e Especialista em Bioética. Tem certificação internacional em Educação na Abordagem Reggio Emília na Itália e Title in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal. É Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, e da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal. Professora Universitária da AVM Educacional / UCAM, UNESA - RJ e Professora Pesquisadora convidada no curso de Pós-graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós-graduação de Neurociência Pedagógica na UCAM / AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.



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