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Casamento e religião: é possível conciliar?

Anette Lewin 01/01/2016 PSICOLOGIA
Cobrança em relação à crença religiosa precisa ser refletida

por Anette Lewin

"Tenho um relacionamento de 17 anos, cada um morando em sua casa, no momento ele quer definir a situação. Porém, cobra a minha participação na religião que segue (budista), eu não concordo, sou espírita. Está dado o impasse... Este relacionamento se mantém ou a fila anda?"

Resposta: Esse tipo de cobrança depois de 17 anos de relacionamento talvez signifique mais um jeito de deixar tudo como está do que uma vontade de que você adote a religião budista...

Sim, porque se vocês conseguiram se relacionar até agora sem essa exigência. Qual o sentido dela neste momento?

Religião é uma questão de fé e cada um escolhe a sua. Obrigar ou coagir uma pessoa a adotar determinada religião como condição para definir uma situação conjugal pode ser uma tentativa de controlar o parceiro através da crença.

Cabe a você, em primeiro lugar, entender melhor qual o sentido dessa cobrança. Em seguida, fazer uma escolha pessoal e entender que numa situação de impasse você terá que abrir mão de alguma coisa, de preferência àquela que menos a agredir.

Algumas pessoas, nesse tipo de impasse "adotam" uma religião somente para conseguir a estabilidade, embora na verdade não necessitem ou não acreditem em nehuma. No seu caso, a religião parece ter uma importância. Portanto, abrir mão dela pode gerar uma sensação de frustração e futuras cobranças que podem atrapalhar a relação. Portanto, voltando ao começo do e-mail, se a relação funcionou até agora com cada um na sua crença, será que é realmente necessário "definir a situação"? Será que morar junto vale esse preço? Pense nisso.

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Anette Lewin

É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data.



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