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Dar bronca na criança sem afetar a autoestima é possível

Thaís Petroff 01/01/2016 PSICOLOGIA
Generalizar atitudes ou rotular a criança é prejudicial

por Thaís Petroff

Muitas pessoas que tem filhos se questionam sobre como educar os mesmos. Educar é tarefa dos pais e dos mais próximos da criança, é diferente do papel da escola: o de fornecer conhecimento.

Para isso é importante que os pais se questionem sobre seu comportamento para com os filhos e também frente a eles, pois as experiências que eles registrarem na infância serão extremamente relevantes para o restante de suas vidas, já que contribuirão para a formação de suas crenças positivas e negativas.


Cada família é uma família diferente e por isso não é possível generalizar maneiras de educar que sirvam sempre para todos. No entanto, há informações que podem ser úteis, já que são percebidas de modo bastante parecido pela maioria das pessoas.

Como dar uma bronca de modo eficaz e adequado?

É possível dar uma bronca sem causar estragos na autoestima da criança?

Sim, é viável fazer isso atentando-se para alguns detalhes. O objetivo da bronca é demonstrar para a criança o que ela fez de errado para que não repita mais esse comportamento. Para isso é necessário descrever para a criança qual o comportamento em questão para que ela saiba que a crítica é em relação ao comportamento e não para ela como um todo.

Alguns exemplos:

- João não bata na sua irmã porque isso machuca. Ou ainda de modo positivo: - João, quando você bate na sua irmã isso a machuca.

- Helena gritar é feio. Ao invés de: - Helena, feia! ou - Que feia!

Generalizar atitudes ou rotular a criança é prejudicial

O que é prejudicial para autoestima é generalizarmos: "você sempre faz isso"; ou rotularmos: "seu bagunceiro", porque isso passa a ideia de que há algo errado com a criança e não com seu comportamento.

Criticar em particular e elogiar em público

Outro ponto importante é a questão das críticas e elogios. Os elogios reforçam os comportamentos que devem ser repetidos, pois são benéficos e fazê-los em público é ainda mais reforçador. A ideia é também descrever o comportamento positivo e elogiá-lo.

Já quando queremos extinguir algum comportamento, ou seja, desejamos que ele não ocorra mais, devemos criticar o comportamento (não a criança como um todo) em particular e não na frente de outras pessoas pois, do contrário, isso expõe a criança e faz com que ela se sinta humilhada.




Thaís Petroff

Formada em Psicologia pela PUC-SP e é Master Coach. Utiliza a Terapia Cognitivo Comportamental como base do seu trabalho, mas sabendo da profundidade e complexidade do ser humano, fez formação em Bioenergética, Programação Neurolinguística e Yoga se focando em auxiliar as pessoas a desenvolver e manter emoções mais equilibradas e saudáveis. Foca-se em desvendar e compreender a desafiadora prática das relações, promover transformações cognitivas, emocionais e comportamentais nas pessoas que a procuram e disseminar conhecimento através das mídias sociais.



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