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Entenda como o cérebro regula seus desejos e emoções

Marta Relvas 03/10/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
Entenda como o cérebro regula seus desejos e emoções
Fonte: imagem Pixabay
O que distingue o homem da máquina é a emoção

por Marta Relvas

Um importante centro coordenador das funções cerebrais é o chamado diencéfalo, uma região formada pelo tálamo e hipotálamo. O primeiro consiste em uma massa cinzenta que processa a maior parte das informações destinadas aos hemisférios cerebrais. É uma grande estação de elaboração dos sentidos.

O hipotálamo, por sua vez, regula a função de abastecimento do sistema endócrino e processa inúmeras informações necessárias à constância do meio-interno corporal (homeostasia). Coordena, por exemplo, a pressão arterial, a sensação de fome e o desejo sexual.

A importância do hipotálamo é inversamente proporcional ao seu tamanho. Ocupando menos de 1% do volume total do cérebro humano, o hipotálamo contém muitos circuitos neuronais que regulam aquelas funções vitais que variam com os estados emocionais, como por exemplo a temperatura, os batimentos cardíacos, a pressão sanguínea, a sensação de sede e de fome etc. O hipotálamo controla também todo sistema endócrino através de uma glândula localizada em seu assoalho, a hipófise. Desse modo, o hipotálamo é um dos grandes responsáveis pelo equilíbrio orgânico interno (a homeostasia).

O hipotálamo está, pois, intimamente relacionado ao sistema nervoso autônomo, primariamente, o sistema de controle de todas as vísceras (músculo cardíaco, sistema digestivo, glândulas endócrinas etc). Esse possui duas divisões principais: o sistema simpático e o sistema parassimpático.

Segundo o neuroanatomista James Papez a emoção não é função de centros cerebrais específicos e sim de um circuito, envolvendo quatro estruturas básicas, interconectadas por feixes nervosos: o hipotálamo com seus corpos mamilares, o núcleo anterior do tálamo, o giro cingulado e o hipocampo. Este circuito, o circuito de Papez, atuando harmonicamente, é responsável pelo mecanismo de elaboração das funções centrais das emoções (afetos), bem como de suas expressões periféricas (sintomas).  

Cérebro e suas conexões que disparam emoções

É importante destacar que as estruturas envolvidas com a emoção se interligam intensamente e que nenhuma delas é exclusivamente responsável por qualquer tipo de estado emocional. No entanto, algumas contribuem mais que outras para esse ou aquele determinado tipo de emoção.

Durante muitos anos o estudo das emoções não foi pauta da “ciência”. A presença do tema “emoções” era comum entre músicos, poetas, cineastas, pintores, enfim todos os profissionais que viviam de perceber e retratar a realidade para um público que ansiava conhecer e sentir emoção ao se reconhecer como parte desse todo. Apesar de “emoção” não ter sido o foco de estudo durante muitos anos, é o que permeia relações humanas, afinal o que distingue o homem da máquina, é a emoção.




TAGS :

    cérebro, desejos, emoções, hipotálamo

Marta Relvas

É Bióloga, Dra e Ms em Psicanálise, Neuroanatomista, Neurofisiologista, Psicopedagoga e Especialista em Bioética. Tem certificação internacional em Educação na Abordagem Reggio Emília na Itália e Title in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal. É Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, e da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal. Professora Universitária da AVM Educacional / UCAM, UNESA - RJ e Professora Pesquisadora convidada no curso de Pós-graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós-graduação de Neurociência Pedagógica na UCAM / AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.



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