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Do Oiapoque ao Chuí: como o inverno impacta na aparência do cabelo da brasileira

Sonia Corazza 15/08/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
Do Oiapoque ao Chuí: como o inverno impacta na aparência do cabelo da brasileira
Fonte: imagem Pixabay
Mulheres da Região Norte são as que menos têm alteração na aparência dos fios no inverno

por Sonia Corazza

Somos um país de muitos climas e cabelos. Devido à extensão latitudinal, há uma complexidade imensa em cada diferente região do país, com características que podem acabar com a aparência de todas as  cabeleiras descuidadas.

Cabelos sulistas  

No Sul, a temperatura média que vai de junho a agosto, fica entre 10o e 18oC, mas o termômetro pode cair até o zero ou  até invadir índices negativos. O  impacto do clima nos cabelos de gaúchas, paranaenses e catarinenses tem como grande perigo o aumento da temperatura da água do banho, já que dias frios são um convite para o chuveiro na posição de máximo aquecimento. Isso pode danificar sua estrutura, tornando-o ressecado, propenso à fragilidade e quebra do fio.

Cabeleiras nordestinas

Inverno no Nordeste significa cabelo arrepiado, mas ao contrário do sul do Brasil, o arrepio não vem do frio. Aqui as temperaturas médias de inverno ficam entre 20-28o C. Nesta região falar de inverno é ter em mente que as chuvas são abundantes e o ar fica bem úmido. Isso torna os cabelos muito indisciplinados, difíceis de pentear e com aumento de volume ao longo do dia.

Cabelos da Região Sudeste

Paulistas, mineiras, cariocas e capixabas, atenção! Menos chuvas, temperaturas mais amenas e a chegada de frentes frias, vindas dos polos, e o fenômeno particular do inverno no Sudeste, chamado de inversão térmica, que causa a formação de nevoeiro e neblina. Formados por uma grande concentração de gotículas de água no ar, atingem em cheio os cabelos, tornando-os pesados e sem movimento.

Inverno diferente para os cabelos da Região Centro-Oeste

Inverno excessivamente seco é uma característica mais  marcante do clima para os Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. E quando entram as frentes polares, chegam as chuvas que duram até três dias. Nos grandes períodos de seca os cabelos descansam da formação de frizz, porém sofrem com a desidratação, tornando- se opacos e ásperos.

Norte, quase sem mudança no inverno

Do Amazonas ao Amapá, de Tocantins a Roraima, do Pará ao Acre e até em  Rondônia,  o clima  é quente e úmido o ano inteiro, com temperatura média de 25ºC e baixa amplitude térmica,  o que significa que ao longo do ano não há quase nenhuma variação. No inverno, as noites são um pouco mais frescas e o termômetro pode chegar aos 20ºC. A alta umidade presente o ano todo, associada ao calor podem deixar os cabelos escorridos e sem movimento, agredidos pelo sol, que resseca e desbota a cor natural.




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TAGS :

    aparência, cabelo, inverno, frizz, danificar

Sonia Corazza

É engenheira química especializada em Cosmetologia. Tem 25 anos de experiência como formuladora de cosméticos. Atuou em empresas líderes no setor. É autora do livro Beleza Inteligente (Madras). Mais informações: www.belezainteligente.com.br



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