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Fisioterapia pediátrica atua no crescimento e desenvolvimento da criança

Juliana Prestes Mancuso 10/08/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
Fisioterapia pediátrica atua no crescimento e desenvolvimento da criança
Fonte: Google Imagem
Crescimento e desenvolvimento da criança são processos distintos

por Juliana Mancuso

O trabalho do fisioterapeuta no campo pediátrico é decisivo, permitindo o atendimento da criança desde as necessidades mais básicas até as mais específicas, pois o trabalho conta ainda com a participação de uma equipe formada por psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e psicopedagogos, a fim de garantir os melhores resultados à criança.

A fisioterapia pediátrica estimula o convívio natural da criança com a própria família (oferecendo orientações sobre medidas adaptativas em casa e de tratamento, por exemplo) e em sociedade.

Quanto mais facilitada e com qualidade a vida da criança se tornar, mais satisfatório será o papel da fisioterapia. A duração do tratamento varia, vai depender de cada criança e das particularidades da própria patologia apresentada.

A fisioterapia pediátrica conta com procedimentos específicos, como alongamentos, exercícios e técnicas manuais que não obedecem a um padrão, elas são ajustáveis à necessidade de cada caso a ser trabalhado.

Dependendo do quadro do tratamento também podem ser empregados alguns equipamentos para auxiliar no processo de reabilitação, aparelhos de eletroterapia geralmente são contraindicados quando emitem ondas que possam prejudicar o crescimento normal da criança ou adolescente.

Essa fisioterapia é também utilizada em muitas escolas com foco na prevenção de aspectos relacionados à postura, problemas físicos, além do estresse infantil.

Doenças de crescimento são muito comuns na fase de pré-adolescência e a criança deve ser acompanhada por um fisioterapeuta especializado para auxiliar em seu tratamento, e atinge mais os meninos do que as meninas na fase do chamado “estirão”, onde o corpo nem sempre acompanha o rápido desenvolvimento hormonal da criança enquanto partes moles e estruturas ósseas.

O objetivo da fisioterapia pediátrica consiste em acompanhar a criança para o tratamento de possíveis alterações no crescimento e desenvolvimento.

O tratamento é diferenciado, buscando um ambiente totalmente adaptado à realidade infantil. O termo “desenvolvimento” pode ser entendido como um conjunto de variações que ocorrem no indivíduo por força de disposições interiores e pela influência de fatores ambientais. Assim, são diferentes as possibilidades de uma criança, seja ela deficiente ou não, que vive em um ambiente estimulante, daquela que se encontra num ambiente desprovida de recursos. Essa última poderá encontrar-se prejudicada tanto em seu desenvolvimento cognitivo quanto motor.

Crescimento e desenvolvimento: diferenças
 
Os termos “crescimento” e “desenvolvimento” podem ser associados, porém cada um apresenta um enfoque diferenciado.

O crescimento físico refere-se a um aumento da estrutura ou tamanho corporal, em função da multiplicação ou aumento de células, do indivíduo em maturação.

O desenvolvimento é definido como sendo modificações no nível do funcionamento de um indivíduo ao longo do tempo e é, portanto, um processo que começa na concepção e termina na morte, em que todas as mudanças adaptativas (interações entre indivíduo e ambiente) direcionam-se à habilidade e que durante a vida é necessário ajustar, compensar ou mudar a fim de adquirir ou manter a habilidade.

Para isso o papel do fisioterapeuta se torna tão importante na fase infantil, a aprendizagem e o desenvolvimento estão relacionados, pressupondo uma dependência recíproca, complexa e dinâmica, estando ligados ao desenvolvimento do sistema nervoso central. Nesse sentido, a aprendizagem pode ser definida como o processo através do qual o indivíduo se apropria do conteúdo da experiência humana de forma ativa e para que isso ocorra é necessária a interação com os outros.

Se a criança tem algum problema de desenvolvimento do sistema nervoso, isso irá comprometer toda a sua estruturação e desenvoltura e qualidade de vida, e a fisioterapia irá objetivar a sua melhora, dentro do quadro estável, como por exemplo, na atuação do desenvolvimento motor de uma criança com Síndrome de Down.

Todavia, em doenças de evolução benigna (doença que não costuma ter complicações na sua evolução) ou em doenças em que é possível adquirir estabilidade do quadro motor e respiratório (é possível manter a estabilidade entre a respiração durante as atividades simples), a fisioterapia pode trazer benefícios, mas nas doenças de caráter progressivo (doenças mais complexas onde há evolução progressiva, normalmente trazendo complicações para o paciente ), e sujeitas a complicações ortopédicas e cardiorrespiratórias (doenças que podem trazer alterações que comprometem a parte física gerando complicações circulatórias, cardíacas e/ou respiratórias), muitas vezes não é possível alcançar por completo os objetivos propostos, mas ainda assim é necessário o estabelecimento dessas metas, para que possamos traçar um plano de tratamento, tentar retardar os efeitos deletérios, proporcionar a melhora da capacidade funcional e consequentemente da qualidade de vida desse pacientes e seus familiares.




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    fisioterapia, pediátrica, crescimento, desenvolvimento, criança

Juliana Prestes Mancuso

É formada pela Universidade Anhembi Morumbi, especializada em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica pelo Instituto Cohen de Ortopedia e Medicina Esportiva, Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida, Fisioterapia do Sistema Musculoesquelética pela Universidade São Marcos e em acupuntura e medicina chinesa pelo Centro Científico Cultural Brasileiro de Fisioterapia. É responsável pelo site e grupo de discussão Fisioterapeutas Plugadas.



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